O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 25/10/2019

Com processo de industrialização desde o século XX, somados à crescente urbanização nacional, surgiu um novo modo de produção e consumo imediato na sociedade atual.No entanto, a desproporcionalidade entre consumo e sustentabilidade, acarretou o uso desequilibrado de recursos naturais, aliados ao descarte fugaz de produtos consumidos em um curto prazo, no qual gerou um ciclo vicioso social, e extremamente prejudicial ao planeta.Diante desta perspectiva, essa realidade persiste, seja pelo pensamento socialmente construído nos últimos séculos, incentivando o consumo desenfreado, ou pelo descaso com a finalidade destes bens de consumo.

Em primeiro plano,é indispensável ressaltar que esta questão social provém de um pensamento  consumista coletivo, que detém de fatores sociais, assim como defende o sociólogo francês Émille Durkheim, cujo  determinado pensamento estratificado é predominante em todo o Brasil.Tal fato, impulsionou um acelerado desejo consumista pessoal em massa, uma vez que a mídia digital intensifica o recorrente processo de obtenção de novos produtos.Embora este veículo informativo propague o incentivo do consumo exacerbado, por outro lado, oculta a importância do pensamento sustentável, visto que determinada prática, reduz a consequência do consumismo no campo ambiental.

Paralelo a esta problemática, é notório que o exercício da sustentabilidade no setor social, possui expressivo déficit de representatividade em relação aos níveis de aquisição de bens.De acordo com o Jornal Globo, pesquisas apontam que mais de 70% da população nacional, não pratica o consumo consciente, o que gera mais descarte de produtos que, majoritariamente, ainda possuem um longo período de uso.Todavia, deve ser necessário a intervenção de ações que possam reduzir a grande dimensão do problema.

Assim, evidencia-se, portanto, a necessidade de serem tomadas medidas redundantes em todo corpo social.Logo, cabe aos veículos midiáticos intensificar propagandas informativas, que conscientizem os cidadãos,alertando o quão prejudicial o consumo excessivo pode ser para o meio ambiente. Somados a estas medidas, é indubitável que o o Tribunal de Cotas da União, direcione capital para Organizações Não Governamentais (Ong’s),  e empresas de reciclagem, a fim de estimular a prática sustentável no país, para que, deste modo, mitiguem os impactos prejudiciais gerados pela revolução industrial.