O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 02/10/2019
Com o advento das revoluções tecno-científicas ocorridas no fim do século XX, o setor secundário da economia foi protagonista de um cenário no qual os bens de consumo se tornaram o principal viés para o sucesso econômico da sociedade.Como consequencia desse cenário, observa-se que há um desequilíbrio entre a quantidade de matéria prima utilizada, e a capacidade do planeta de produzir novos recursos.Portanto, infere-se que, no futuro, não haverão produtos primários suficientes para sustentar a demanda da população.Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados para que seja solucionada essa inercial problemática.
Em primeiro lugar, é importante pontuar que a cultura do consumismo encontra-se cada vez mais enraizada no modo de vida da população.Em consonância a essa afirmação, pode-se mencionar um estudo realizado pelo instituto do Greenpeace Internacional, que concluiu que, no ano de 2016,a sociedade consumia 1,5 vezes mais recursos naturais do que a terra possuía para oferecer.Outrossim, hodiernamente o consumo é visto como motivo de admiração,status, pelas camadas sociais.Em meio a isso, pode-se mencionar a transvaloração dos valores, promovida pela filosofia de Frederich Nietzche,que evidenciou na sociedade , a mudança dos objetivos e convicções pessoais dos indivíduos, que no passado, se realizavam transcendetalmente ou intelectivamente, e agora, passaram a se realizar no mundo material e nos desejos “dionisíacos” como coloca o autor.
Faz-se mister,ainda,salientar a mídia como principal agente na criação do paradigma de que não há problema no consumo excessivo, através de propagandas apelativas, no qual - geralmente - o indivíduo é bem sucedido, ou mais feliz por que possui o modelo mais recente de determinada marca de calçado,automóvel, ou aparelho celular, por exemplo.Paralelamente, esse é o objetivo da indústria cultural para os pensadores da Escola de Frankfurt:produzir conteúdo a partir do padrão do gosto público,para direcioná-lo, torná-lo homogêneo e,logo, facilmente atingível.
Portanto,é primordial que o estado tome providências para amenizar o quadro atual.Visando maior conscientização a respeito do tema, cabe ao Governo Federal, na forma do Ministério da Educação, a apresentação de comerciais televisivos que apelem para a realidade do problema, de forma a alarmar a população para os problemas que serão enfrentados pelas futuras gerações, caso não hajam mudanças no comportamento das pessoas, no que tange ao consumo e descarte de bens materiais.Além de se fazer necessária também, uma iniciativa familiar, de forma a desde o berço, fomentar nas novas gerações a importância de evitar o consumo excessivo,e mostrar as consequências globais dessas práticas.Dessa forma, uma sociedade integrada poderá ser devidamente alcançada.