O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 12/10/2019

A sociedade contemporânea vem sofrendo mudanças cada vez mais radicais e abruptas desde a primeira revolução industrial, no qual o êxodo rural, consequência desse período, proporcionou uma maior concentração populacional nas cidades, transformando o cotidiano das pessoas e tornando o consumo um hábito. Contudo, esse comportamento acabaria por gerar problemas futuros com relação ao meio ambiente e formação das grandes cidades, que hoje, sofrem cada vez mais com o ciclo do consumo desenfreado que gera cada vez mais lixo.

Em primeiro plano, vale ressaltar o efeito que o/a ARGUMENTO 1 possui na PROBLEMÁTICA. Consoante/ De acordo com a teoria funcionalista do sociólogo francês Émile Durkheim as estruturas sociais moldam a coletividade como um todo. Assim, a frase “ O homem mais do que formador da sociedade é um produto dela” sintetiza seu pensamento. Nessa perspectiva, a possibilidade de persuasão por grandes indústrias (mercado) e propaganda (mídia), ocasiona a formação de opiniões e padrões com a finalidade de induzir o indivíduo ao consumo. Dessa forma , o desconhecimento dessa realidade permite a construção ou desconstrução de paradigmas que favorece unicamente as grandes empresas. Diante disso, medidas são necessárias para alterar ao perfil do indivíduo da sociedade atual: “o homem massa”, previsto por José Ortega y Gasset. Para ele , o cidadão de hoje não passa de alguém que sofre influências, tendo seus comportamentos determinados por algo externo a ele.

Por conseguinte, a falta de sustentabilidade se dá pelo modelo das sociedades atuais estar vinculado ao capitalismo. As grandes empresas buscando aumentar suas vendas, sujeitam-se à estratégia da obsolescência programada. Esse artifício torna o tempo de vida útil de seus produtos cada vez menor, fazendo com que esses produtos fiquem ultrapassados em pouco tempo. Além disso, as marcas buscam sempre renovarem seus produtos em designer, “qualidade” e tecnologia e lançam modelos novos em períodos cada vez menores, motivando o consumidor à compra de um novo modelo. Associando ao fato do aumento do poder aquisitivo das classes menos abastadas mais as facilitações de crédito acabou por possibilitar um aumento da produção de lixo, em especial o não biodegradável, que no Brasil, é destinado quase que em sua totalidade de forma inadequada.