O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 25/10/2019
Na Literatura, os poetas árcades buscaram enaltecer a imagem da natureza como lugar essencial para a sobrevivência dos seres vivos. No entanto, apesar da sua importância, a violência contra a natureza está agravando o principal problema do país: maximização do consumo e minimização da sustentabilidade. Assim, evidencia-se a necessidade de analisar criticamente os avanços e os desafios para uma possível solução da problemática.
A princípio, vale ressaltar o progresso obtido na luta a favor da sustentabilidade. Martin Luther King, importante ativista cívico americano, diz: “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Tal assertiva faz referência à inserção da Teoria dos 5Rs na escola - reciclar, reduzir, reutilizar, repensar e recusar - com o objetivo de conscientizar os alunos desde as séries iniciais quanto às práticas sustentáveis. Além disso, a Lei 9.797 torna obrigatoriedade as instituições de ensino básico estimular entre os jovens ações que promovam o uso consciente dos recursos naturais, o qual contribuirá para o equilíbrio entre consumo e preservação do meio ambiente.
Ademais, é indispensável destacar os obstáculos enfrentados no combate à destruição ambiental. Nesse sentido, ao contrário da óptica árcade, a natureza está sendo constantemente agredida nos dias atuais. Isso ocorre porquê por falta de incentivos públicos não muitos professores abordam a Teoria dos 5Rs dentro do ambiente escolar e aplicam a Lei 9.797; algo grave, tendo em vista que não alertar os jovens quanto a necessidade de consumir de modo consciente favorece para o uso descontrolado dos recursos naturais e, por conseguinte, para a sua extinção. Prova disso, segundo dados do site SOS Mata Atlântica, restam apenas 12,4% da área original do bioma Mata Atlântica, cujo dado é inversamente proporcional ao índice de industrialização da região, a qual cresce descontroladamente. Depreende-se, portanto, que ações contra o consumismo e a extinção da natureza devem ser imediatamente iniciadas. Para tanto, o Ministério da Educação, órgão responsável pelo estabelecimento do ensino, deve incentivar a conscientização entre alunos, por meio da inclusão obrigatória da Educação Ambiental - abordando a Teoria dos 5Rs - na matriz curricular das escolas, para que haja o surgimento de práticas sustentáveis entre esse grupo. Somado a isso, cabe às escolas promoverem debates entre jovens, professores e família periodicamente, com vistas a contribuir para uma maior reflexão sobre o consumismo.