O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 27/10/2019

A segunda Revolução Industrial, ocorrida no século XIX, foi um evento que garantiu o aumento da produção e maior diversidade de produtos para a polução. No entanto, isso contribuiu significativamente para a elevação do consumismo exagerado e intensificou a degradação do meio ambiente. Desse modo, pode-se dizer que o desequilíbrio entre o consumo e sustentabilidade é fomentado, não só pela ausência de políticas públicas governamentais que visem tornar o consumo da sociedade mais consciente, mas também pelo desconhecimento da população das consequências da postura consumista.

Em primeiro lugar, é importante destacar a inexistência de projetos, elaborados pelo Governo, para coibir o consumo inconsciente. Acerca disso, é pertinente trazer o pensando do filósofo inglês Thomas Hobbes, no qual ele afirma ser do Estado a responsabilidade do progresso de uma nação. Contudo, isso não ocorre no Brasil, uma vez que as autoridades estatais não propõem medidas que tornem o consumo da sociedade cauteloso, o que acarreta maior uso de recursos naturais para produzir os ítens e, consequentemente, esgotamento das ofertas ambientais. Dessa maneira, caso não haja mudança na postura estatal, o ato de consumir exacerbadamente não possibilitará o desenvolvimento sustentável.

Além disso, o fato de as pessoas não estarem familiarizadas com os impactos proporcionados pelo consumo, é outro fator que corrobora com a problemática. Isso porque, de acordo com o pensamento filosófico de Sócrates, os erros são consequências da ignorância humana. Nesse sentido, o não conhecimento dos efeitos gerados pelos seus hábitos, transmite ao consumidor a ilusória ideia de não estar prejudicando a natureza, linha de raciocínio que aumenta o desejo de compra. Logo, se não houver uma disseminação massiva dos prejuízos estabelecidos pelo ato de comprar, a ignorância continuará permitindo o erro.

Destarte, é preciso que medidas sejam tomadas para que se possa alcançar o equilíbrio entre o consumo e sustentabilidade. Para tanto, é imperiosa uma ação da Secretaria Nacional do Consumidor, que deve, por meio de publicações midiáticas na internet, elaborar uma cartilha do consumidor com formas de como consumir conscientemente, com o objetivo de preservar o meio ambiente com a diminuição das compras. Ademais, é papel do mesmo órgão garantir o conhecimento do consumidor sobre os resultados da sua postura consumista, através de propagandas na rede televisiva brasileira, com o fito de impactar o consumidor e convencê-lo a mudar seu comportamento. Assim, o progresso da nação será alcançado, como defendia Hobbes.