O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 12/03/2020
No decorrer da segunda fase do capitalismo- Capitalismo Industrial- as fábricas europeias ampliaram consideravelmente a capacidade de produção dos bens de consumo por meio da exploração dos recursos naturais. Por conseguinte, essa tendência de consumo e exploração foi intensificada de maneira desordenada e em escalas globais, gerando um ciclo extremamente prejudicial entre o consumo exacerbado e a exploração desenfreada do meio ambiente. Em vista disso, medidas devem ser tomadas em prol de solucionar essa problemática.
Em primeiro plano, segundo o Instituto Akatu, quase 80% dos brasileiros não praticam o consumo consciente. Nesse cenário, o ato de comprar não se restringe a necessidade do indivíduo pelo produto, mas possui íntima relação com o desejo de aprovação social e o suprimento de vazios emocionais, que são preenchidos pela efêmera satisfação gerada pela compra. Prova disso, o diretor executivo de produtos da Samsung afirma que o brasileiro troca de celular, em média, a cada 13 meses, ainda que o mesmo esteja em perfeito estado de uso. Por causa de práticas inconscientes como essa, a humanidade produz cerca de 2 bilhões de toneladas de lixo por ano- segundo a ONU- uma realidade que necessita de intervenção emergencial.
Como segunda análise, o meio ambiente sofre as consequências do consumo irresponsável, não apenas com a superprodução do lixo, mas também pelo alto índice de exploração dos recursos naturais. Prova disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, entre os anos 2000 e 2010, o Brasil desmatou uma área equivalente ao Estado de São Paulo para fins econômicos. Esse cenário só corrobora com a ideia de que mudanças necessitam ocorrer em prol da sustentabilidade, não apenas do Brasil, mas do mundo.
Pode-se dizer, portanto, que a relação entre consumo e exploração ambiental carece de equilíbrio. Em vista disso, é necessário que aja a união entre os poderes municipais e estaduais para otimizar a gestão do lixo por meio de coletas seletivas que reduzirão os resíduos no ambiente. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve intensificar a fiscalização das áreas florestadas por meio de satélites e equipes locais. Além disso, o Governo Federal deve realizar campanhas publicitárias na mídia televisiva, com o intuito de conscientizar a população de que o “ser” está acima do “ter”, estimulando assim, um consumo mais consciente.