O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 22/04/2020
Após a primeira Revolução Industrial, o impacto antropocêntrico na Terra aumentou alarmantemente, enquanto a reposição dos recursos naturais não. Ainda considerando o desenvolvimento das técnicas e tecnologias humanas, a diminuição da mortalidade e o aumento da expectativa de vida geraram o crescimento da demanda por recursos. Logo, equilibrar a balança entre o necessário à vida humana e à sustentabilidade do planeta é um dos maiores desafios da atualidade.
Mormente, faz-se necessário atentar para o Brasil, por ser o país com a quinta maior extensão territorial no mundo, e único entre esses gigantes localizado em região tropical. Portanto, é fato que, no país do futebol, está localizada uma quantidade colossal de recursos naturais do planeta. Tais recursos são, desde a chamada ‘blue gold’, isto é, água líquida, potável e superficial, até espécies com potencial para cura de doenças, especialmente em biomas relativamente preservados como Amazônia e Pantanal. Esses fatos merecem atenção diligente das autoridades.
Ademais, desde o achamento desse território, historicamente, o foi imposto a função de colônia de exploração. Silenciadas as vozes das populações autóctones, o povo brasileiro forma sua identidade sem consciência ou mesmo domínio da riqueza incalculável que possui. Como consequência direta, não se forma uma consciência ecoambiental na nação, perpetuando o consumo desenfreado ao longo das gerações.
Urge, portanto, a necessidade de intervenção social consciente, visando a perpetuação dos recursos naturais e a criação de uma consciência coletiva ambiental. O governo deve, por meio do IBGE, subsidiar o mapeamento detalhado desse ecoambiente e promover a divulgação dos dados obtidos, explicitando o uso que é demandado ao longo do tempo. Paralelamente, conceder incentivo aos cidadãos e empresas que comprovem fazer uso de tecnologia e processos de redução do consumo. Tal incentivo deve ser dado para pessoas físicas em descontos no imposto de renda e para emprestas em redução do ICMS.