O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 25/06/2020
Publicada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito de se viver em um meio ambiente preservado e possuir bem-estar social. Entretanto, o atual cenário econômico mundial, pautado em consumo, tem se mostrado cada vez mais nocivo para a natureza, invalidando tal conceito. Nessa Perspectiva, é preciso pontuar a maneira como a situação vem se agravando com o passar do tempo.
Em princípio, nota-se uma necessidade exacerbada que se mostra mais atrelada ao ser humano a cada dia. Levando em conta uma pesquisa disponibilizada, no ano de 2016, pelo site Vila Mulher, a qual afirma que, no mesmo ano, um cidadão norte americano consumiu, em média, 88 quilos de produtos dos mais variados – e todos derivados de recursos naturais -, pode-se colocar em evidência a maneira como não só a sociedade contemporânea está cada vez mais focada em grandezas (até mesmo as prejudiciais), mas também carece de uma maior conscientização em seu comportamento. Dentro dessa realidade, é inaceitável que um comportamento tão prejudicial siga acontecendo.
Ademais, como visto no documentário “Oceanos de Plástico”, lançado no mesmo ano da pesquisa citada, outro problema que se agrava a partir do consumo desenfreado é a forma de se descartar o que já foi usado e então se considera “lixo”. Desse modo, além de consumir maneira inconsciente, a humanidade têm também enfrentado problemas ao gerar resíduos que são descartados de forma pouco sustentável, o que propaga ainda mais o esgotamento de recursos naturais, guiando os níveis de poluição para caminhos quase sem volta. Logo, é de suma importância que sejam revistas tanto a cultura moderna do consumo, como também de descarte.
Em virtude do que foi mencionado, é certo que a situação não pode perdurar. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente, por meio da criação de centros para descarte de produtos, esclarecer para a população quais as maneiras corretas de se descartar cada item, e com isso, ajudar também a população a entender todo o processo que começa no consumo e que deve ser repensado de forma mais consciente. Pretende-se, assim, frear o desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade.