O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 16/06/2020
O documentário “A História das Coisas”, de Anne Leonard, aborda a relação sobre o consumo exagerado de bens materiais, e o impacto agressivo que esse padrão exerce tanto no meio ambiente como na sociedade. Fora da longa-metragem, é notório o aumento do consumo no Brasil devido a modernização da produção, em consonância com a obsolescência programada.
Segundo o ilustre pintor espanhol Pablo Picasso: “Toda criação é um ato de destruição”. Nesse contexto, a ampliação da exploração dos recursos naturais para geração de matérias-primas voltadas à fabricação de mais mercadorias, contribuem deliberadamente com o índice de volume exacerbado de produtos. Consequentemente, o uso demasiado, sem espaço para o acumulo e o descarte correto do lixo produzido corroboram para a demolição ambiental, além de prejudicar a saúde da população.
Pode-se ressaltar também, o surgimento da obsolescência planejada na primeira metade do século xx, no qual intensificou o consumismo - o hábito de adquirir produtos e serviços sem precisar deles; pelo desejo, e não pela necessidade -, haja vista que a origem de produtos obsoletos incentivam a sua substituição rápida. Dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor com a Market Analysis, instituto de pesquisa, mostram que 81% dos brasileiros descartam aparelhos eletrônicos sem antes recorrer a assistência técnica e em menos de 3 anos de utilização.
Portanto, faz-se necessária a atuação do Poder Público em parceria com o Ministério do meio Ambiente no desenvolvimento de um Projeto Ambiental, voltado para diminuição da degradação da natureza, por meio de um projeto de lei entregue a Câmara dos Deputados, de modo a proporcionar equilíbrio entre consumo e a necessidade das pessoas. Espera-se com isso a redução dos impactos causados pelo impasse.