O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 03/12/2020
No filme “Jogos Vorazes”, retrata a figura histórica de Katniss, a campeã do seu Distrito. No qual, a sequência do filme aborda a turnê da vitória, um evento para os vitoriosos, além de outras pessoas influentes da saga. Nesse evento, inclui um jantar e um baile, que, de acordo com as tradições da Capital, seria não parar de comer, caso se sentir cheio, poderia tomar uma bebida que faria vomitar e, assim poderia voltar a comer ainda mais. Fora da ficção, a realidade não é muito diferente. Tendo em vista os hábitos de consumos dos brasileiros e sua real necessidade. Essa problemática, cuja causa pode está atrelada a padrões sociais, por consequência tem deixado uma herança cultural de consumo desenfreado, e a omissão aos menos favorecidos.
Nesse contexto, é cabível trazer a discussão a respeito das principais motivações que levam as pessoas a adquirir hábitos de consumo ruins. Segundo Zygmunt Bauman em entrevista ao jornal El país, diz que: “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.” Dessa forma, um recurso tão notório, como as médias sociais, lamentavelmente, vem ditando padrões de consumo irreais a grande massa da população. Por consequência, instaurando não só problemas financeiros, na vida de muitos brasileiros, mas os tornando reféns dessa insdútria do consumo exarcebado de bens e serviços. Gerando abusos dos recursos naturais, e interferindo o equilíbro do planeta.
Além disso, sabe-se que no período da Idade Média, segregou-se milhares de pessoas e impossibilitou o acesso a bens que somente a nobreza podia usufruir. Nesse sentindo, hoje em dia, ainda existem classes menos favorecidas onde ocorre há privação no consumo de alimentos. Segundo o IBGE, a insegurança alimentar grave atinge 10,3 milhões de brasileiros. E esse número ainda pode ser maior, se considerado aqueles que chegam a ter algum acesso a alimentos. Com isso, a falta de concientização por parte da população e incentivos de empresas e ademais, tem impedido que essa barreira pré-existente se extigue. Não alcançando a quem ainda precisa.
Montesquieu, em sua principal obra “O espírito das leis”, definiu que as leis representam o contexto da realidade de cada lugar. Portanto, medidas exequíveis são necessárias para combater o consumo desenfreado, influênciado pelas mídias. Desse modo, primeiramente, cabe ao Poder Legislativo, definir melhores maneiras de garantir por meios de leis mais rígidas, a fim de diminuírem tal problemática. Junto ao Poder Judiciário, a fiscalizações do cumprimento das leis. Cabe também ao Poder Executivo, junto ao Ministério da educação, formar futuros cidadãos, por meio da educação. Homens com princípios e valores éticos, empáticos e conscientes com as pessoas e o meio ambiente.