O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 12/08/2020
O filme “Wall-E” narra a história do planeta Terra inabitado devido à inviabilidade de comportar o lixo gerado pela humanidade. Sendo assim, os habitantes tiveram que viver em uma espaçonave que simulava o seu antigo habitat. Fora da ficção, o panorama estiolado da sustentabilidade atual no Brasil apresenta barreiras que precisam ser superadas. Esse cenário obnóxio que permite a fantasia com a realidade distópica da obra, só é possível, por um lado, pelas políticas governamentais falhas de reciclagem de lixo, e pelo outro, pelo caráter consumista da sociedade.
A priori, faz-se mister pontuar a incapacidade do Governo em criar meios para coibir tais recorrências. Evidencia-se esse fenômeno no pensamento do filósofo Thommas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social, contudo, isso não ocorre no Brasil. Devido à negligência estatal, não há a reciclagem necessária de lixo. Por conseguinte, muitos materiais que poderiam ser utilizados nas confecções de outros, acabam por ser desperdiçados. Destarte, essa problemática estorva tanto o eixo econômico, quanto o ambiental.
Outrossim, é indubitável abonar que, nos últimos anos, o consumismo atuou como promotor da problemática no Brasil. Segundo o pensador Zygmunt Bauman, em alusão ao matemático René Descartes, “Penso, logo consumo” a característica nata do ser humano é consumir. Dessa forma, se não houver um controle, o consumo exacerbado contribuirá para o agravamento da situação. Logo, para que não se alcance os limites mostrados pelo filme “Wall-E”, precisa-se urgentemente de medidas para mitigar tais danos.
Portanto, cabe que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas estatais, promova campanhas de reciclagem em todo o território brasileiro, a partir de unidades responsáveis pela coleta e pela separação dos resíduos, a fim de proporcionar mais sustentabilidade. Ademais, é fulcral que as escolas incentivem o consumo consciente para os estudantes, mediantes palestras e seminários acerca do tema, com o intuito de influenciar o consumo consciente para a população. Assim, a realidade onírica mostrada em “Wall-E” passará bem longe de ter qualquer semelhança com a do Brasil.