O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 01/09/2020

O capitalismo fez do mundo o que ele é hoje, onde o muito ainda não é suficiente. A alguns anos se iniciou um modelo de produção chamado Toyotismo, onde melhoraram os produtos, fizeram-os durarem menos e serem mais diversificados, gerando assim uma necessidade de consumo constante, e um falso sentimento de originalidade, uma vez que a massificação e a compra é tão grande a ponto de padronizar o mundo.           Voltando-se para a atualidade percebemos que esse é o método de toda empresa que visa o lucro, induzir o consumidor a gastar mesmo quando não há necessidade, tendo as propagandas e o status social papel essencial gerando esse desejo, tais fatos que comprovam o pensamento antigo de Karl Marx onde afirmava que, com o capitalismo nem mesmo um preço exorbitante impediria essa necessidade do ter, fortificando o consumo desenfreado.

Porém, tudo que é adquirido tem que ser descartado, e essa fase vem sendo negligenciada, com medidas destrutivas como lixões e acúmulos nos oceanos. O problema se agrava quando os produtos se tornam eletrônicos, trazendo com eles uma maior urgência de solução pois causam impactos ainda maiores ao meio ambiente.

Diante dos fatos analisados entende-se a importância da Regra dos Três R’s, reduzir, reutilizar e reciclar, onde o primeiro passo é exatamente a diminuição do consumo que só chegará com a conscientização da população. Mas para que isso seja possível vê-se a necessidade de uma maior preocupação do Governo, a fim de que, com parcerias das mídias digitais e televisivas, promovam propagandas apelativas mostrando imagens de lixões, animais marinhos e doenças , causadas pelos males do consumismo, e que com tais conhecimentos possam mudar o que o capitalismo propõe.