O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 02/10/2020
Na música da Ariana Grande “I want, I got it”, lançada em 2019, evidencia a atual condição da população em satisfazer-se através do poder aquisitivo individual e status social. Logo, a demanda de produção das empresas aliado a indução da indústria torna-se adverso à sustentabilidade ambiental e ecológica.
A princípio, é plausível mencionar o modelo de produção industrial Fordismo, que tinha o intuito da fabricação em massa e padronizada, assim, barateando a mão de obra e gerando maior lucratividade para as empresas. Dessa forma, o produto final torna-se altamente acessível e por conseguinte, a população desenvolve um comportamento consumista. No entanto, o processo de industrialização emite desmesuradamente gases poluentes à atmosfera, colaborando para o efeito estufa, portanto, a produção demasiada é extremamente prejudicial ao meio ambiente.
Ademais, a indústria tecnológica e da moda são as principais influenciadoras contribuinte para tornar a sociedade consumista, visto que, de acordo com os dados do G1 de 2015, a fabricação de uma calça jeans consome-se 11 mil litros de água e, para a fabricação de um “Smartphone” exige a extração e mineração de elementos raros, gerando resíduos como arsênio, bário, fluoretos, e resultando também em 75 mil litros de água ácida e gases tóxicos. Logo, é perceptível a primazia lucrativa das empresas e o negligenciamento das leis de preservação do meio ambiente.
Portanto, o Governo Federal por meio do Ministério do Meio Ambiente deve intervir nos meios de produções das empresas, buscando preservar a integridade dos recursos naturais e do ecossistema. Assim, através da fiscalização do cumprimento da legislação, buscando o acesso à tecnologia de forma sustentável sem degradação da biodiversidade dos biomas, desenfreando também, a necessidade de consumo exagerado, tornando a população mais consciente.