O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 06/10/2020

Outorgada pela Organização das Nações Unidas, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preveem que a atual geração usufrua dos recursos de forma a não prejudicar as seguintes. Entretanto, o espírito consumista presente na sociedade ameaça essa meta. Nesse sentido, é premente analisar como o incentivo da consumação impulsiona esse problema e seus reflexos na natureza.

Em primeira análise, é lícito postular a cultura do estímulo como fator contribuidor dessa adversidade. Segundo o sociólogo Zigmunt Bauman, as civilizações pós modernas são encorajadas a escolha de um estilo de vida baseado na compra e, isso ocorre, posto que seus membros são avaliados pelos produtos adquiridos. Nessa óptica, pode-se relacionar o filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom", o qual mostra o consumo impulsivo de Becky, que está relacionado com a preocupação em causar boas impressões e, concomitantemente, acaba por ter problemas financeiros, além de contribuir para a produção exacerbada.

Faz-se mister salientar, ainda, como esse problema afeta os recursos naturais. De acordo com a Greenpeace, consome-se 1,5 vezes mais insumos além da capacidade do planeta. Dessa forma, é possível notar a inviabilidade da manutenção de um estilo de vida como esse. Como evidencia do supracitado, na animação “O Lorax” é retratado o desmatamento em massa promovida pelo desejo social em ter determinado objeto. Essa obra, têm por base a crítica da ganância do personagem Once-ler em querer uma rápida ascensão econômica, pela venda de seu produto, sem refletir sobre o prejuízo que causa as florestas, rios, animais e as futuras gerações.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas capazes de intervirem nesse problema. Logo, urge que o Ministério da Educação- órgão atuante na área educacional, principal via transformação social- por intermédio da maior parcela de tributos, inclua a disciplina de ética e cidadania nos ensinos infantil, fundamental e médio, com o objetivo de promover a consciência sobre a importância de consumir apenas o necessário e com isso preservar os recursos naturais e viabilizar o desenvolvimento sustentável. Desse modo, será possível a realização da meta proposta pela ONU.