O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 28/10/2020
Em 1922, a ONU promoveu a Conferência da Terra e lançou metas a serem aplicadas pelos países, a fim de preservar o meio ambiente. Entretanto, os hábitos de consumo desequilibrados no Brasil evidenciam o desrespeito a iniciativa das Nações Unidas, já que, em regra, traz graves consequências ao meio ambiente. Dessa forma, observa-se as influências capitalistas aliadas a ações empresariais que destroem o meio natural como obstáculos para a sustentabilidade e para o consumo equilibrado. . Nessa conjuntura, é necessário destacar que os indivíduos são constantemente coagidos a aderir uma via consumista. Segundo o sociólogo Karl Marx, o capitalismo se desdobra em uma sociedade do consumo que utiliza diversos recursos para incentivar o gasto. A publicidade, portanto, é um forte pilar da sociedade do consumo. Nesse sentido, os meios de comunicação relacionam a estima social à quantidade de bens adquiridos, assim, a população com pouca criticidade e ausência de educação financeira é facilmente manipulada a consumir de forma desenfreada, acreditando que ter é mais importante do que ser. Desse modo, não é razoável que seja estabelecida tal relação em possuir pertences, ignorando as consequências.
De outra parte, destaca-se que a natureza é afetada negativamente pelo modelo econômico vigente. Essa questão tem como causa a priorização de empresas pela lucratividade em detrimento da conservação ambiental. De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral apenas 36% das empresas têm ações sustentáveis concretas. Ocorre que, a necessidade industrial de atender demanda de produtos provoca a exploração exorbitante de recursos naturais, o crescimento da poluição devido ao aumento do número de máquinas e consequentemente a emissão de gases estufas o que é favorecido pela falta de de fiscalização do estado. Assim, é inegável a carência de projetos econômicos mais sustentáveis que se comprometam com as gerações futuras.
Logo, para que haja equilíbrio entre o consumo e a sustentabilidade no Brasil, o Ministério da Economia deve criar programas para instruir e orientar toda população acerca do consumo consciente e sustentável. Isso deve ser feito por meio da transmissão de propagandas e palestras pela grande mídia, nas quais serão apresentadas de forma detalhada e fácil compreensão fundamentos da educação financeira e da educação ambiental. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente deve aumentar a fiscalização na preservação da natureza, por meio da aplicação com afinco das leis ambientais, objetivando a redução de atividades industriais não sustentáveis. Por conseguinte, o consumo será feito de forma harmônica e as ações promovidas pela ONU serão cumpridas.