O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 21/11/2020
Desde 1970 com a chegada da Revolução Industrial, os meios de produção mudaram, consequentemente novas formas de consumo surgiram também. No entanto, nem sempre os meios de produção são de formas sustentáveis, na maioria das vezes não. Essa problemática ocorre em virtude da falta de consciência por parte das empresas que não se preocupam com o meio ambiente em suas produções e também do consumidor que tem o hábito de consumir sem necessidade. Nesse sentido, ocorre o desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade.
Dessa forma, as empresas como de carne é uma das grandes responsáveis pelo desmatamento, isso ocorre devido a criação de gado nos pastos, o que vem gerando o desflorestamento da Amazônia. Só nos cinco primeiros meses de 2020, a área derrubada foi 64% superior em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além disso, a Repórter Brasil publicou uma série de reportagens que revela como fazendas na Amazônia e no Cerrado envolvidas em diversas irregularidades de desmatamento ilegal à criação ilegal de gado em terras indígenas estão ligadas a importantes frigoríficos. Essas empresas, por sua vez, abastecem as três maiores redes de varejo do país, responsáveis por um terço de todo o faturamento do setor de supermercados: Carrefour, Grupo Pão de Açúcar (GPA) e Grupo Big, ex- Walmart.
Em segundo plano, olhando um pouco a história, vemos que um dos momentos mais marcantes para o consumismo crescente foi o final do século XIX, quando as lojas passaram a colocar vitrines viradas para a rua, e a colocar manequins utilizando os produtos. Desde então nota-se que as pessoas cada vez mais estão consumindo sem necessidade, se deixam levar pela criação de novos produtos e pelas mídias que as agradam, e que acabam convencendo-as a consumir. Desse modo, os indivíduos não se preocupam com a forma que os produtos chegam até eles, com a quantidade de recursos naturais que são extraídos. Nesse sentido, as empresas se preocupam na quantidade de produtos que vendem e esquecem de pensar em uma forma sustentável para suas produções.
Contudo, para a solução desse problema é necessário que o Poder Público necessita elaborar e aplicar leis com punições severas às empresas que agridem o meio ambiente, assim como fortalecer os órgãos de fiscalização.O mesmo deve desprender mais verbas em pesquisa para que se possa inovar em tecnologias de extração e produção que exijam menos da natureza e sejam menos poluentes. Ademais, ONGs podem estabelecer parcerias com escolas, promovendo palestras e debates, alertando sobre os riscos do consumo excessivo em detrimento do que a natureza pode providenciar.