O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 12/01/2021
Na segunda metade do século XX, o modelo produtivo chamado de Toyotismo foi criado e uma das suas principais características era dar prazo de validade aos produtos e criar necessidades de consumo. Entretanto, esse novo conceito criou uma sociedade consumista em excesso, no qual se perdeu o senso de responsabilidade com os danos ambientais que o lixo desses produtos pode causar, e dessa forma há uma omissão de responsabilidade da população em relação a consumo sustentável. Nesse sentido, rever a situação social e cultural dos costumes sustentáveis no país é fundamental para avaliar seus efeitos no meio ambiente na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, é válido destacar as motivações para o consumo exagerado no Brasil. Segundo o filósofo Adorno, o termo “Indústria Cultural” é usado para criar padrões e necessidades nas sociedades massificadas com o intuito de haver consumo inconsciente da população. Sob essa ótica, há uma alienação da sociedade com o destino final do que é descartado e um desconhecimento do gasto de recursos naturais para a produção de bens de consumo. Além do mais, a facilidade que os produtos industrializados trazem em relação aos sustentáveis, ainda chama mais atenção do consumidor que pensa na praticidade e no lado financeiro e não do bem do planeta e da sua própria saúde. Dessa forma, existe uma dificuldade de se criar um equilíbrio entre consumo consciente e respeito com o meio ambiente.
Ademais, é importante avaliar os danos do descaso da sociedade brasileira com a natureza. De acordo com a reportagem BBC, o planeta Terra chegou ao seu esgotamento de recursos naturais em 2019, ou seja, os recursos já são usados mais do que a própria natureza pode repor. Nesse contexto, o uso excessivo de agrotóxicos e fertilizantes químicos na produção de alimentos esta poluindo grandes porções de água e até mesmo os lençóis freáticos Além disso, os produtos orgânicos ainda tem pouco incentivo do governo, o que dificulta sua ampliação para um consumo mais consciente e sustentável. Desse modo, há graves danos a fauna brasileira e uma resistência para mudanças de hábitos da população.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado estimule o crescimento de empresas de desenvolvimento sustentável e controle mais o consumo exagerado e sem responsabilidade da sociedade, por meio de empréstimos financeiros e diminuição de impostos a empresas de produção orgânica e sustentável, a fim de que haja um maior número de nichos produtores com a preocupação de preservar à natureza. Assim, haverá uma melhora na qualidade de consumo da população, diminuição dos danos ao meio ambiente e uma homeostase ecológica.