O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 19/02/2021

A Revolução Industrial, que ocorreu durante o século XVIII, alterou as cadeias produtivas da sociedade, produzindo cada vez mais em menos tempo, gerando aumento no consumo. Esse fator pode relacionar-se com o desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade, de forma a demonstrar as mudanças na relação entre meio ambiente, consumo e questões econômicas, que vem monstrando como grande parte da sociedade vem deixando de lado as questões ambientais, fruto inegável da negligência estatal, quanto a preservação de nossos recursos naturais. Assim, é fundamental reconhecer que entre os fatores que fortalecem esse quadro é a questão econômica, que usufrui de forma errônea dos recursos naturais, e o consumismo exacerbado.

Primeiramente, as empresas, que por questões econômicas tem por objetivo o lucro, frutifica o desequilíbrio entre o consumo e sustentabilidade. Tendo em vista que o mercado sempre quer inovar-se e estar à frente de seus concorrentes, de forma a aumentar a produção e variedade de produtos disponíveis à sociedade, faz com que o consumismo seja aumentado. Um exemplo de mercado que aplica essa lógica é o tecnológico, com destaque aos de celulares, que sempre possuem novos lançamentos, resultando a uma venda mundial de 3,8 milhões de smartphones por dia, de acordo com estatísticas do Gartner, aumentando-se o descarte incorreto e maior produção de lixo eletrônico.

Outrossim, o consumismo exacerbado aliado à variedade de produtos no mercado faz com que a sustentabilidade seja afetada. Trazendo assim, a difícil compreensão da importância do consumo sustentável, aumentando a demanda de novos mercados e mercadorias, criando uma sensação de liberdade às médias e grandes empresas de usufruírem erroneamente dos recursos naturais. Assim, é imprescindível reconhecer que esse cenário aumenta a sensação que grande parte dos consumidores sentem em relação a seguir as atualizações do mercado, o que pode ser confirmado com a pesquisa do Instituto Akatu, em que cerca de 76% dos 1090 entrevistados não praticam o consumo consciente.

Diante disso, percebe-se que essa questão de desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade passa por problemas de influência econômica e ambiental. Para isso, os governos estaduais devem criar um Programa Nacional de incentivo ao descarte correto dos lixos eletrônicos, de forma a ampliar projetos locais oferecendo espaços  destinados a esses aparelhos, visando evitar a contaminação do solo, água, devido ao fato de conterem metais pesados, além de oferecer incentivos fiscais às empresas que apresentarem projetos econômicos sustentáveis, de forma a diminuir seu impacto ambiental. Ademais, em parceria com o Ministério da Educação, criação de projetos educacionais, a serem discutidos no congresso,  de maneira a criar consciência ambiental desde cedo na maioria dos estudantes brasileiros.

de maneira a gerar consciência ambiental