O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 22/02/2021

Os livros de história relatam que, durante a Revolução Industrial, houve a substituição da mão-de-obra humana pela máquina. Com isso, tanto foi notado o aumento exponencial da produção quanto surgimento da necessidade do consumo em larga escala para obtenção de lucros. Fora dos livros, é nítido que a realidade descrita não difere do contexto do século XXI, pois o capitalismo permanece pregando a cultura do consumo desenfreado de bens e serviços, sem observar os danos que ela causa ao meio ambiente.

Em primeiro lugar, é importante destacar o estímulo das grandes empresas de tecnologia, como “Apple” e Samsung", ao consumo desenfreado. Tal estímulo induz os indivíduos a pensar que os seus celulares, tablets ou notebooks estão obsoletos, uma vez que há um produto com tecnologia inédita no mercado. Porém, segundo o site Vila Mulher, a fabricação de metais cresceu seis vezes em comparação à década passada. Dessa forma, fica evidente que apelo ao consumo não é algo benéfico ao planeta, pois recursos naturais finitos estão sendo extraídos sem consciência, já que há o aumento da produção de produtos que requerem metais como matéria-prima, a exemplo dos dispositivos móveis.

Depreende-se, portanto, a gravidade dessa problemática. Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para reduzir os impactos desse impasse. Para isso, urge que a ONU (Organização das Nações Unidas) lance o plano “Consumismo Sustentável” aos países membros . Por meio desse plano, a cooperativa mundial estabeleceria que as empresas de tecnologia, instaladas em cada Estado, só poderiam expor novos produtos a cada dois anos. Tal medida teria como objetivo evitar o consumo insustentável na sociedade, ao reduzir o descarte desnecessário de bens ainda úteis. Em troca, cada país ofereceria 20% de redução da carga tributária como incentivo fiscal às empresas. Somente assim, seria possível promover o consumo consciente no mundo.