O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 19/05/2021

A sociedade brasileira vive, hodiernamente, um alto aumento populacional, devido ao grande crescimento vegetativo. Dessa maneira, a diversidade de lixos - doméstico, eletrônico, hospitalar - produzidos, diariamente, é exorbitante, 1 kg de resíduos por indivíduo, segundo dados do IBGE, por conseguite, provoca impactos irreversíveis ao meio ambiente. Dessa forma, a negligência do Estado, bem como a ausência de educação no que tange ao consumo adequado agravam esse cenário. Logo, faz-se fulcral a análise desses fatores.

Com efeito, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater esse problema. Nesse sentido, a escassez de projetos estatais que visem à preservação do meio ambiente a partir do consumo sustentável contribui para a degradação do ecossistema brasileiro. Nesse horizonte, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro “O Mal-estar da Pós-Modernidade”, o ser humano só existe caso compre mercadorias, caso contrário tornará frustrado. Sob esse viés, evidencia-se que a consumação da sociedade, gera prejuízos irreparáveis como: a extinção de corais de recifes nos oceanos, a destruiçãoda camada de ozônio. Assim, é imprescindível uma ação do Estado mudar a realidade.

Nota-se, outrossim, que a desinformação na sociedade brasileira das redes midiáticas no que tange ao consumo sustentável é um grande impulsionador desse problema. Nesse aspecto, o bombardeio de informações das indústrias capitalistas sobre liquidação nos produtos incentiva a população a adquirir produtos fúteis, somente por causa da publicidade oportuna. Nessa conjuntura, o jornalista George Well disserta que a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa. Dessa forma, as empresas controlam os indivíduos, fazendo com que eles fiquem reféns dessa manipulação sistemática. Nesse aspecto, faz-se necessária uma mudança de postura das redes midiáticas.

Portanto, percebem-se os entraves que contribuem para a persistência da degradação do meio ambiente a partir do consumo desenfreado. Destarte, cabe ao Ministério da Educação implementar ,nas escolas e universidades, a importância do consumo adequado, além do descarte ecológico do lixo, por meio de projetos, palestras que discutem os 3R´s ( reciclar, reduzir, reutilizar), no intuito de formar cidadãos preocupados com os impactos ao ecossistema. Ademais, é mister que o Ministério das Comunicações aborde, mediante propagandas e publicidades, a pertinência de uma excelente educação financeira no ato de comprar, a fim de diminuir o gasto por mercadorias desnecessárias. Assim, poderá construir uma sociedade sustentável e preocupada com o meio ambiente.