O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 24/06/2021
A Revolução Industrial no século 18 é considerada o marco histórico do Capitalismo e seu método de produção em massa visando o lucro. No entanto, ainda na atualidade a sociedade capitalista enfrenta um dilema quanto ao desequilíbrio entre o consumo desenfreado resultante de maus hábitos e falta de conscientização por parte dos consumidores e os desafios de uma produção sustentável, a qual é essencial para preservar o meio ambiente e a saúde dos seres vivos. Assim, é de responsabilidade do Estado garantir a preservação natural de seu território, fiscalizar a produção das empresas nele presentes e orientar sua sociedade para o consumo consciente.
Diante disso, é certo que uma das táticas das grandes indústrias para atrair consumidores se dá por meio de propagandas, sejam elas diretas ou vinculadas a personagens em filmes e programas de televisão. Ademais, o filósofo Herbert Marcuse, da Escola de Frankfut, defendia em suas obras a ideia de que as empresas criam na sociedade falsas necessidades com o intuito de instigá-las ao cosumo e, por isso, é essencial que se desenvolva na população uma razão técnica para o consumo. Essa busca pela conscientização social é de grande importância no combate ao desequilíbrio no consumo.
Entretanto, além da necessidade de promover o consumo consciente, deve-se considerar a fiscalização das empresas visando reduzir a produção desenfreada e pouco sustentável. Assim como alega o artigo 225 da Constituição Federal Brasileira, todos têm o direito de viver em um meio ambiente ecologicamente equilibrado, logo, é essencial que o Estado intensifique a fiscalização e punição por multas a empresas que agem contra o que preza a Constituição.
Dessa forma, para resolver a questão do desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade é importante uma estratégia que assegure uma orientação à população mas também tenha como foco a fiscalização das grandes empresas. Logo, cabe ao Ministério da Educação, desenvolver materiais didáticos concisos e informativos a serem trabalhados nas matérias de sociologia, filosofia e história, de forma interdisciplinas, para que essas permitam que os professores contextualizem as matérias com a realidade em que os alunos se inserem, a fim de desenvolver a razão técnica do consumo e orientar os alunos quanto às possíveis manipulações das propagandas, além de incentivar que esses materiais, devido à sua característica, sejam lidos facilmente pelas famílias dos alunos, visando levar essa conscientização também aos adultos. Além disso, é essencial que Ministério do Meio ambiente intensifique as estratégias de fiscalização da produção das empresas. Assim, é possível visualizar um Brasil mais sustentável e consciente.