O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 29/07/2021

De acordo com Albert Einsten, “duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta”. De fato, tal estupidez ilimitada pode ser verificada na idiossincrasia do ser humano na questão do desequilíbrio entre o consumo e sustentabilidade, que usurpa tudo que o planeta tem a oferecer de meneira exacerbada e insustentável, mesmo com conhecimento sobre as consequências dessas atitutes, como resultado, já é possível observar a degradação e destruição de escossistemas inteiros. Sendo assim, é impreterível uma intervenção imediata no problema, que tem como causas o egocentrismo e a má influêcia midiática.

Sob esse viés, um fator que influi decisivamente no problema é o egocentrismo. Charles Darwin afirma que o homem é possuidor de arrogância e pensa me si mesmo como uma grande obra merecedora de uma divindade. De fato, é possível visualizar o egocentrismo presente no desequilíbrio entre o consumo e a sustentabilidade, um vez que, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu, 76% dos entrevistados não praticam o consumo consciente, esses indivíduos compram produtos que não precisam para suprir seus prazeres indivíduais, sem analisar as consequências que o consumo trará para o meio ambiente e para as próximas gerações, reflexo do ser humano sempre indivudualista, que se comporta como um ser protegido e intocável. Assim, para que a humanidade consiga encontrar um equilíbrio com o meio ambiente é preciso que as pessoas abram mão de sua egolatria.

Além disso, vale ressaltar que a má influência midiática influencia fortemente no problema. Para Geoge Orwell, “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. De fato, pode-se observar de forma implícita o ciclo que está diretamente relacionado com o desequilíbrio entre o consumo e a sustentabilidade, visto que, de acordo com o Conselho Executivo das Normas-Padrão, foram gastos no ano de 2018, 16,54 bilhões de reais em publicidade no Brasil, esse número comprova o quanto a mídia lucra com esse segmento, essa influência é a principal causa da insustentabilidade, porque a mídia procura sempre estimular o mercado consumidor e nunca o contrário. Logo, é evidente que se ele ciclo se perpetuar por muito mais tempo o problema se agravará e não será resolvido.

Portanto, pode-se observar um problema que carece de intervenção. Para isso, o Conselho Nacional de Autorregulamentação publicitária deverá implantar campanhas de conscientização da população, por meio das emissoras de televisão, a fim de reverter o quadro do desequilíbrio entre o consumo e a sustentabilidade. Tal ação pode, ainda, ser implantada em canais de comunicação da web. Paralelamente, é preciso intervir no egocentrismo presente no problema. Dessa maneira, a estupidez da humanidade apresentada por Albert Einsten poderá ser revertida.