O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 26/08/2021

No filme de animação “wall-e” é retrata a rotina de um robô, que em virtude dos resíduos deixados pelos humanos, tenta limpar o planeta. Assim como no longa-metragem, observa-se que, a realidade não se difere tanto da ficção, uma vez que os indivíduos da sociedade praticam o hiperconsumo sem pensar nas consequências. Além disso, a negligência dos governos, no que tange à hiperprodução de produtos, é um dos fatores que contribuem para a falta de sustentabilidade. Logo, o consumismo exagerado e a indiferença das nações sobre a fabricação abundante acarretam problemas no meio ambiente.

Frente a esse contexto, é fulcral averiguar que a mentalidade coletiva acerca das compras desnecessárias é uma das causas da existência desses paradigmas. Historicamente, esse processo começou com a revolução industrial, que teve início no século XVIII, uma vez que ela permitiu a ampliação da manufaturação e, por conseguinte, a obtenção excessiva. Contudo, ocorre a intensiva retirada dos elementos do ecossistema, que causa a escassez dos recursos naturais e seu deterioramento. Sob esse viés, hodiernamente, as pessoas consomem mais do que precisam e, infelizmente, provocam a calamidade da natureza no planeta. Diante dos fatos apresentados, a aquisição abundante mostra-se uma problemática que carece de uma intervenção.

Paralelo a isso, é imprescindível verificar a indiligência dos regimes um fortalecedor para a perpetuação do problema. Na obra cinematográfica animada “Astro Boy” de 2010, contempla-se a criação em massa de inteligências autônomas e a realidade do seu descarte, junto de outros matérias, inapropriado, no lixão que se localiza em terra firme, quando não são mais necessários em “metro city”, uma cidade flutuante. Semelhante à realidade hodierna, que estimula a aquisição de mercadorias e produtividade das indústrias, mas não se preocupam com o despojamento inadequado dos artefatos, a famosa “sociedade do consumo”. Destarte, é essencial a atuação governamental e social para que tais empecilhos sejam superados.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar esse quadro alarmante. Assim, a coletividade precisa restringir-se ao comprar provisões, alimentares e tecnológicas, através da conscientização do povo comprando apenas o essencial, a fim de atenuar a intensa extração das riquezas e manter o equilíbrio do biossistema. Outrossim, o Ministério da Economia - SEPEC - deve viabilizar a manutenção da produção do mercado brasileiro, mediante o garantimento da livração do lixo industrial adequada, com a finalidade de minimizar a quantidade de detritos em nosso espaço de convivência. Afinal, conforme afirmou Aristóteles, filósofo grego, o ser humano faz parte da natureza e a sua interferência nela tem que ser racional.