O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 27/08/2021

No filme Mad Max: Estrada da Fúria, é retratado um mundo desértico onde a falta de recursos hidricos ocasiona as piores guerras. Hodiernamente, fora da ficção, guerras por recursos naturais já é uma realidade vivida por muitos países. Dessa forma, por causa da negligência estatal, além da desinformação populacional, o desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade tem se agravado cada vez mais. Cabe-se, então, alcançar medidas efetivas de combate a essa triste realidade.

Em uma primeira análise, é necessário destacar a forma como parte do Estado brasileiro custuma lidar com o consumismo e a falta de sustentabilidade. Isso porque, no ano de 2019 foi transmitido, em todas as redes de canal aberto, o líder político do Brasil assinando um novo projeto, que consistia na diminuição das fiscalizações em empresas e diminuição dos empostos cobrados. Nessa perspectiva, é válido apontar que de acordo com o filósofo Jonh Locke, tal condição configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, uma vez que a relação de indivíduo-estado é de confiança e o governo a quebra quando não cumpre sua função de garantir que os cidadões desfrutem de direitos indispensáveis , como um ambiente propício a uma vida saúdavel, sustentável e com pouco consumismo; o que infelismente é evidênte no país.

Outrossim, é igualmente preciso apontar que há, no Brasil, uma evidênte falta de informação sobre a importância do meio ambiente e a forma como isso está atrelado ao consumismo e a sustentabilidade; formentando grande estranhamento sobre o assunto. Nesse sentido, é justo relembrar a obra ‘‘Pedagogia da Autonomia’’, di filósofo brasileiro Paulo Freire, na medida em que ela destaca a importância das escolas em formentar não só o conhecimento técnico-científico, mas também habilidades socioemocionais, como hábitos de vida mias sustentáveis. Sob essa ótica, pode-se afirmar que a maioria das instituições de ensino brasileiras, uma vez que são conteudistas, não formam indivíduos da forma que Freire idealizou. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Poder Executivo, por investimentos no Ministério do Meio Ambiente e no Ministério da Educação e Cultura, reforce os recursos destinados à projetos nas escolas e nas comunidades sobre a importância da sustentabilidade e o mal do consumismo.  Além disso, parcerias com mídias tecnológicas ajudaria a informar a população, por meio de propagandas e cambanhas, sobre a importância de uma vida mais sutentável e do consumismo consciente. Dessa forma, acontecerá o equilíbrio entre consumo e sustentabilidade.