O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 26/08/2021

No filme ‘‘Os delírios de consumo de Becky Bloom’’, a protagonista Rebecca, interpretada pela atriz australiana Isla Fisher, é formada em jornalismo e apesar de estar se afundando em dívidas, é uma compradora compulsiva. Na trama, Becky encontra nas compras uma espécie de refúgio, como um escape da realidade para fugir de seus problemas e frustrações.

Entretanto,  o sentimento de satisfação e júbilo se dissipava pouco tempo após a compra, provocando em Becky, um sentimento de tristeza e angústia, fazendo-a acreditar que precisava recorrer novamente ao seu consumo obsessivo para sentir-se bem outra vez. Parafraseando Bauman: ‘‘Vivemos em tempos líquidos, onde nada é para durar’’. O filósofo chama a sociedade atual de modernidade líquida para denotar uma época de insegurança, incerteza, na qual tudo é mutável, nada é insubstituível, onde a única certeza é a mudança permanente.

Outro fator importante gerado pelo consumo exacerbado é a deterioração da natureza. Devido ao grande avanço tecnológico e industrial, a produção de bens expandiu, bem como o consumo de massa, influenciando os indivíduos a comprar objetos desnecessários, gerando grande quantidade de lixo. Desse modo, a falta de consciência na hora de comprar traz consigo consequências irreparáveis a longo prazo. Nos últimos anos,  a sociedade capitalista tem destruído o planeta Terra para satisfazer seus interesses, colapsando-o gradualmente,  explorando de forma excessiva o meio ambiente e destruindo ecossistemas.

Diante da situação-problema, faz-se necessário que o Ministério da Educação juntamente ao Ministério do Meio Ambiente apliquem nas escolas projetos de incentivo ao minimalismo e consumo sustentável, em que o primeiro induz à iniciativa de usar somente o necessário, sem gastos supérfluos e abrir mão de bens materiais desnecessários, enquanto o segundo consiste na escolha de produtos que são fáceis de serem reutilizados e que não agridam tanto ao meio ambiente.