O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 27/08/2021
O romance filosófico “Utopia”, criado pelo escritor Inglês Thomas Morus no século XVI, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante ao desequilíbrio e sustentabilidade, problema ainda a ser combatido no mundo. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da alta produção de embalagens não recicladas, mas também do consumismo desenfreado. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência de investimentos em embalagens recicláveis deriva da insuficiência do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos os quais coíbam tais recorrências. Sob perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário odiei brasileiro, visto que, devido à baixa atuação das autoridades, apenas 1,28% do plástico produzido no Brasil é reciclado. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação caótica.
Além disso, o consumo desenfreado apresenta-se como outro desafio da problemática. Já que 36% dos consumidores fazem compras apenas para aliviar o estresse, o quê, consequentemente, acarreta uma maior quantidade de produtos que poderiam ser usados, mas são jogadas fora. Logo, tudo isso enfatiza O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição do desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do porcentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na lei de diretrizes orçamentárias, ampliar os centros de receptação de lixo ou objetos não utilizados para reciclar ou doar, e ministrar palestras por profissionais especializados na área de consumo e reciclagem, com o objetivo de diminuir os impactos do consumismo em nossa sociedade. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.