O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 27/08/2021
O filme “Wall-e”, da Disney, aborda uma sociedade futurista que precisa viver em uma nave espacial devido ao acúmulo de lixo na Terra, oriundo do elevado consumismo. Hodiernamente, percebe-se que o Brasil caminha rumo à situação caótica da ficção, haja vista os entraves para estabelecer o consumo consciente entre os cidadãos. Nesse sentido, exortar a destacar não só a lógica capitalista, mas também influência a midiática como agentes propulsores do revés.
Diante desse cenário, insta saliente a busca exacerbada pelo lucro e a sua interferência na degradação do meio ambiente. De acordo com o sociólogo Karl Marx, a economia determina a coletividade. Nessa lógica, empresários, com o intuito de obterem recursos financeiros, lançam aparatos constantemente para atrair os consumidores, os quais abandonam produtos antigos que, muitas vezes, ainda possuem serventia. Tal característica acentuou-se, sobretudo, a partir do século XX com a solidificação do Toyotismo, modelo industrial marcado pela fabricação diversificada e com menor duração de vida, de modo a impedir a sustentabilidade em virtude da compra desnecessária, o aumento o acúmulo de resíduos sólidos. Dessa forma, é imprescindível que como detentoras dos meios de produção busquem utilizar matérias-primas de baixo impacto no ecossistema,
Outrossim, cabe ressaltar a manipulação da mídia sob as perspectivas de Theodor Adorno e Max Horkheimer. Para os teóricos da Escola de Frankfurt, os veículos de comunicação influenciam o comportamento dos indivíduos, somente, somente, ao lucro. Essa ideia, infelizmente, faz jus ao entretenimento tupiniquim, pois programas televisivos abrem espaços para marcas realizarem suas publicidades - inclusive aquelas capazes de danificar o meio ambiente por causa do plátistico -, como o “Big Brother Brasil 21”, atração na qual a Samsung divulgou dois novos “smartphones”. Assim, pelo fato de serem influenciados, os sujeitos a adquirir produtos sem usar o senso crítico, isto é, sem questionar os danos oriundos de seu consumo.
Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável por gerenciar como políticas públicas relacionadas à preservação da biodiversidade, impedir que empresas abusem de produtos com grande tempo de decomposição, um exemplo daqueles gerados a partir do petróleo. Essa ação, realizada por meio de fiscalizações feitas nas indústrias, deve analisar a origem da matéria-prima, a fim de promover aparatos com menores prejuízos à natureza. Em adição, os programas devem apresentar vídeos capazes de impedir a consumismo baseado na influência midiática. Dessarte, espera-se promover um Brasil totalmente oposto ao filme “Wall-e”.