O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 27/08/2021

O romance filosófico “Utopia”, criado por Thomas Morus no século XVI, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos. Tal obra fictícia, mostra-se muito distante da realidade contemporânea no tocante ao desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade o problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre por conta da pouca preocupação por uma vida sustentável e o consumo exagerado dos cidadãos. Desse modo, torna-se fundamental uma análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destaque a carência de investimentos em uma vida sustentável deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob uma perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos requeridos e proporcionados por prejudiciais. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, apenas 44% da população brasileira entrou nos dados da sustentabilidade. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação.

Além disso, o consumo exagerado apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com George Orwell, “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia ea mídia controla a massa. ”. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que 76% da população prática o consumo exagerado, o que, consequentemente leva a maior produção de produtos para o consumo. Logo, tudo isso retarda o combate para a perpetuação desse quadro deletério.

Infere-se, portanto, a necessidade da mitigação dos entraves em prol da diminuição do desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar os locais de despejo para os lixos recicláveis ​​e ministrar palestras por meio de profissionais especializados na área do meio ambiente, com o objetivo de melhorar as porcentagens no próximo ano. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.