O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 28/08/2021
No filme “Wall-e” da Disney Pixar é retratada uma realidade utópica, em que o planeta Terra é ocupado somente por seres de inteligência artificial, que não necessitam de oxigênio, e uma enorme quantidade de lixo, já que o planeta se tornou inabitável devido ao exesso de poluição e desmatamento durante os anos, que resultaram no fim da vegetação e vida local. De maneira análoga a animação, o consumo atualmente está em intensa ascenção e apresenta um sério desequilíbrio com a sustentabilidade, dessa forma podendo tornar a história fícticia em realidade caso não haja mudanças no estilo de vida da população e maior responsabilidade ambiental.
Em primeira análise, com o avanço da tecnologia nos últimos tempos, os meios de comunicação eletrônicos se tornaram acessíveis e indispensáveis para praticamente a totalidade da população, idependente de classe social ou etnia, influenciando diretamento no estilo de vida e hábitos da sociedade atual. Como exemplo desse fato está presente o consumismo, que se agrava seriamente devido as publicidades criadas com o intuito de promover o consumo em massa, que se difundem pelos meios de comunicação e também pela rapidez da criação de novos aparelhos eletrônicos, gerando a sensação de inferioridade ao possuir modelos destualizados, impulsionando a compra desnecessária.
Já em segundo plano, é imperativo pontuar como o modelo econômico atual é um dos principais responsáveis pela banalização do pensamento sustentável e esquecimento da preservação da natureza. O modelo em questão é denominado capitalismo, ele é pautado na arrecadação de capital através do trabalho para obter poder, status social e garantir o bem estar individual. Com isso o lucro e o consumo se tornam os fatores mais valorizados da sociedade, resultando na exploração intensa da natureza por parte das grandes empresas que visam arrecadar cada vez mais dinheiro com o consumo da população e falta de consciência sustentável das pessoas.
Torna-se evidente, portanto, que o quadro é grave e não deve ser ignorado. Além de substituir as publicidades por campanhas que incentivam o consumo sustentável em todos os meios de comunicação, o governo deve contribuir para um controle mais rígido das ações de desmatamento no território brasileiro. Isso pode ser feito, por exemplo, com a criação de novas leis ambientais que delimitem um espaço máximo de terra e recursos naturais que podem ser explorados por cada empresa, respeitando sempre os limites ambientais necessários e exijindo a replantação de toda a natureza afetada após ser utilizada, com a finalidade de preservar a flora brasileira. Com essa medida, que não exclui as outras, espera-se preservando a natureza e mudando os hábitos de consumo da sociedade o futuro da vida no planeta Terra seja diferente do filme “Wall-e”.