O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 29/10/2021
A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão do desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: imediatismo e interesse financeiro.
Nessa perspectiva, há a questão do imediatismo, que influi decisivamente na consolidação do problema. Segundo Zygmunt Bauman, a liquidez da sociedade moderna se pauta no imediatismo. De acordo com a perspectiva do sociólogo, a velocidade que caracteriza a cultura atual configura-se como um grave problema que atinge diversas áreas da ação humana. Tal imediatismo está presente na base do consumismo, e gera, como consequência, a dificuldade de intervir em um problema como esse sem agir em sua base sociocultural.
Por conseguinte, outra dificuldade enfrentada é a questão do interesse financeiro. Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Diante dessa perspectiva, problemas como a insustentabilidade florescem em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções. Sendo assim, é indispensável ação de medidas capazes de assegurar a resolução do problema.
Portanto, é preciso que o Ministério da Cultura, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, produzam campanhas que alertem a população sobre as consequências da mentalidade imediatista. Tais campanhas podem circular em mídias de grande acesso, como televisão e internet, nas quais atores e atrizes conhecidos alertem sobre como esta mentalidade impede a resolução do desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade, e prejudica as futuras gerações.