O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 04/11/2021
O filme ``Wall-e´´ apresenta um futuro em que o planeta Terra é lotado por toneladas de lixo, uma historia fictícia a qual os humanos precisam se retirar do antigo lar. De modo analógo ao filme, a quantidade de lixo é expressiva no mundo todo, já que apenas no Brasil foram descartados mais de 2 milhões de resíduos eletrônicos, segundo a ONU. Sendo assim, o consumo da quantidade exagerada de matéria provoca o esgotamento de recursos naturais.
A priori, o consumo desenfreado é provocado pelo estímulo do mercado. O escritor Guy Debord, em sua obra ``A Sociedade do Espetáculo´´ manifesta como os meios de comunicação influenciam a massa para a alienação do consumidor. Ademais, a população não descarta corretamente as sobras do consumo, ao trocar um produto que ainda possui bom desempenho para a novidade do mercado. Logo, as narrativas usadas para convencer o comprador, como ferramentas para a otimização do tempo, colaboram com o entulho de lixo jogado no meio ambiente.
Paralelo a isto, conferências do meio ambiente, como a Rio-92, buscam praticar a sustentabilidade. Todavia, ainda há muitas medidas para serem concluídas, por exemplo o uso indiscriminado de recursos naturais finitos. O escritor brasileiro Leonardo Boff, mostrou com o conceito de ``casa-comum´´ a dependência do homem com a natureza, de tal maneira a estabelecer limites do consumo sem prejudicar as gerações futuras. Desse modo, existe a necessidade de se estabelecer o equilibrio a fim do mundo continuar avançando sem prejudicar ainda mais o ecossistema.
Por fim, nota-se a supervalorização dos desejos individuais acima do bem social. Nessa lógica, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a Greenpeace, compartilhar, em emissoras de canal aberto, como o meio ambiente sofre com o consumismo, desde o desmatamento ao entulho de lixo. Com a transmissão de conhecimento, espera-se que a sociedade mude o rumo do planeta Terra, assim não ficará semelhante a ficção ``Wall-e´´.