O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 06/11/2021
A Organização das Nações Unidas, em 2015, propôs aos países 17 objetivos a serem realizados até 2030, com o intuito de melhorar o desenvolvimento sustentável em todos os âmbitos, como no consumo consciente, mudanças climáticas e desigualdade econômica. No entanto, temas como poluição de rios, enchentes causadas por acúmulo de lixo e esgotamento de recursos naturais, além de caracterizarem a atual sociedade produtiva, demonstram o grande desafio de equilibrar o consumo e a sustentabilidade. Com efeito, evidencia-se que melhorias são necessárias para melhorar essa relação, que persiste uma problemática por conta da alta produção de mercadoria e o seu péssimo destino.
Convém ressaltar, a princípio, a influência social para induzir o aumento do consumo. Nesse sentido, o documentário “O Dilema das Redes” apresenta como os algoritmos das redes sociais, como do Facebook, têm persuadido nas escolhas, opiniões e atitudes das pessoas. Sob essa lógica, é indubitável que, visando o lucro por meio da venda em massa de mercadorias, os mecanismos criados pelas empresas, como estratégias de marketing, inteligência artificial e propagandas apelativas, induzem o desejo do indivíduo de comprar tais mercadorias. Dessa forma, o consumo desenfreado exige do mundo mais matéria-prima do que ele consegue oferecer, o que - sem a utilização de meios sustentáveis de produção como a reciclagem - gera o esgotamento dos recursos naturais.
Ademais, vale ressaltar, também, como a obsolescência programada de produtos fomenta a quantidade exorbitante de lixo no mundo. Nesse contexto, é perceptível como uma alta quantidade de mercadoria, antes considerada a topo de linha, torna-se obsoleta ao serem lançados novos modelos do mesmo produto. Exemplo disso são os iphones da Apple, que a cada modelo produzido, desatualiza os anteriores para convencer os consumidores da necessidade de comprar um novo. Assim, por conta dessa pequena vida de prateleira, apenas no ano de 2019, o mundo viu 53,6 milhões de toneladas de aparelhos eletroeletrônicos sendo descartados, um crescimento de 21% nos últimos 5 anos.
Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, o Ministério da Educação, juntamente com as prefeituras, deve realizar nas escolas feiras ecológicas, por meio de apresentações, “workshops” e palestras com especialistas em meio ambiente, com o intuito de desenvolver nos alunos a consciência sobre os meios sustentáveis de produzir mercadorias sem danificar o planeta. Além disso, deve haver nas salas de aula debates sobre o consumo desenfreado, demonstrando aos alunos como a mídia e as empresas utilizam de mecanismo inteligêntes para induzir a ação de compra das pessoas. Dessa maneira, será possível diminuir o lixo produzido no mundo e equilibrar o consumo e a sustentabilidade do planeta.