O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 01/06/2022

O advento da Revolução Industrial e a intensificação dos valores capitalistas causaram, entre outras coisas, a ascensão do poder de compra e, consequentemente, uma demasiada degradação do planeta, de forma análoga ao que é exibido no documentário “A história das coisas”. O consumo, nessa perspectiva, tornou-se um ato moral, como um “remédio” para a insatisfação intrínseca, demandando então cada vez mais recursos naturais, fazendo com que a natureza responda a essas ações de forma desastrosa, sendo, portanto, de suma importância acentuar tal desequilíbrio em prol do bem-estar geral.

Em primeira análise, o aumento dos processos industriais, a globalização e a possibilidade de mobilidade social foram cruciais para a formação de uma “sociedade do consumo”, assim chamada pelo sociólogo Zygmut Bauman no contexto da modernidade líquida, em que o “ter” é mais valioso que o “ser” e a aquisição de bens tornou-se uma forma de compensar, muitas vezes, frustrações e insatisfações do dia-a-dia. O documentário supracitado evidência o impacto negativo desse consumo exacerbado para o meio ambiente desde a extração de matéria prima até o descarte, sendo então imprescindível questionar quais são os nossos valores e o que podemos fazer para ajudar a Terra.

Além disso, o uso irracional de recursos naturais finitos já passa de 1,5 vez o planeta, ou seja, é consumido mais do que se tem disponível e fatores como a obsolescência programara intensificam o rápido descarte e incentivam o consumismo. Tal fato mostra a necessidade de um equilíbrio entre consumo e sustentabilidade, pois, se continuar nessa tendência de crescimento, o planeta ficará inabitável em poucas décadas.

Assim sendo, é preciso que o Governo Federal enrijeça as políticas sobre sustentabilidade para que empresas utilizem mais conscientemente os recursos naturais, além de campanhas divulgadas pela Secretaria Especial de Comunicação que conscientizem a população sobre o consumismo exagerado, visando então um equilíbrio entre o cuidado com o meio ambiente e as necessidades da população.