O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 31/07/2022

O documentário “Minimalismo”, presente na plataforma Netflix, retrata a vida de pessoas que se liberam de tudo o que é supérfluo, se livram de dívidas e passam a viver apenas com o que é essencial. E, a partir dessa decisão, passam a dar menos importância a posses e a valorizar o que realmente importa: a saúde, o bem-estar, a convivência familiar e a realização profissional. Entretando, percebe-se que o ideal sugerido no filme não é alinhado com a sociedade brasileira, a qual corrobora o desiquilíbrio entre consumo e sustentabilidade. Sob essa perspectiva, faz-se necessário analisar os impactos sociais e ambientais que esse instabilidade ocasiona.

Em primeira instância, o endividamendo é um dos efeitos sociais do consumo exacerbado. Segundo dados do IBGE, nos últimos anos o Brasil tornou-se um dos países mais endividados da América Latina, uma média de 80% da população se enquadra nessa notícia. Desse modo, o indivíduo frente a desejos ilimitados, pode vir a se tornar uma vítima do consumismo ao contrair obrigações que extrapolam sua renda, tornando impossível honrá-las. Logo, observa-se como existe uma disparidade entre o que o ser humano tem e o que ele tem condições de ter.

Outrossim, vale destacar os impactos ambientais como pontos determinantes para a permanência de empecilhos relacionados à temática. De acordo com Paul Atson, co-fundador do Greenpeace, a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Analogamente, o país rompe com a ideia do pensador, uma vez que a grande demanda da produção e do consumo afetam diretamente a retirada de matérias primas da natureza, causando a poluição do meio ambiente, o desmatamento, as queimadas e o aumento da temperatura global. Em suma, as expectativas da sociedade vêm criando uma demanda cada vez mais perigosa e agressiva para o meio ambiente, tornando-o insustentável.

Portanto, urge que o Ministério Público e o Ministério do Meio Ambiente, criem políticas públicas que sejam destinadas à criação de medidas mais sustentáveis para incentivar a sociedade,como: separar o lixo, cosumir apenas o necessário, planejar as compras e rever os impactos do que consomem, por meio de verbas governaentais, a fim de atingir um equilíbrio entre o consumo e a sustentabilidade.