O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 17/06/2023

Sob a perspectiva histórica, é importante ressaltar a 1.ª Revolução Industrial como o marco inicial do desenvolvimento econômico, e consequentemente, o crescimento da demanda e da exploração dos recursos naturais. De maneira análoga a isso, destaca-se o desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: as consequências do consumismo e a importância do desenvolvimento sustentável.

Em primeira análise, evidenciam-se as consequências do consumismo. Sob essa ótica, segundo o Provérbio Indígena: ‘‘Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro’’. Dessa forma, em primeira instância afirma-se que a principal causa do consumismo é a obsolescência programada, uma vez que, quanto menor for a duração dos produtos do mercado, maior é a procura dos recursos naturais para suprir as necessidades da população. Sendo assim, o consumo excessivo provoca uma grande degradação ambiental. Um exemplo disto é o crescente desmatamento na Mata Atlântica que segundo a ONG S.O.S. Mata Atlântica já perdeu 93% de sua vegetação original.

Além disso, é notória a importância do desenvolvimento sustentável. Desse modo, segundo a Organização das Nações Unidas: ‘‘Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações’’. Consoante a isso, observa-se o desenvolvimento sustentável como a principal forma de estabelecer o consumo de forma responsável e evitar a escassez dos recursos naturais objetivando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que amenizem o desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade. Dessa maneira, cabe ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente assegurar a fiscalização das grandes empresas, por meio de leis que garantam o consumo consciente, a fim de que haja um desenvolvimento de forma sustentável. Somente assim, será possível contornar os efeitos da industrialização presentes desde a 1.ª Revolução Industrial.