O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 24/09/2023

O sociólogo Zygmunt Bauman aponta em suas obras que a sociedade contemporânea é pautada no consumismo. Tal perspectiva pode ser comprovada ao observar o cenário atual, visto que, de acordo com o site Vila Mulher, a soma do consumo de bens e serviços de todos os países, chega a cerca de 38,5 trilhões de dólares. No entanto, inversamente proporcional a este número, está a sustentabilidade, devido a grande utilização de resursos naturais. Por essa razão, é necessário analizar o consumo desenfreado como um fator determinante para a degradação do planeta.

Primeiramente, é preciso analisar o consumo desenfreado. Em virtude dos avanços da Revolução Indústrial e do capitalismo, perpetuou-se a prática da produção em massa, visando a compra exarcerbada e o lucro. Porém, ao ter apenas objetivos financeiros, muitas empresas não se preocupam com a destruição do meio ambiente. Desta maneira, é preciso que, junto da Revolução Industrial e do capitalismo, haja, também, o avanço da sustentabilidade.

Por conseguinte ao supracitado, ocorre o crescimento da degradação do planeta. Segundo um dado divulgado pela Organização não governamental (ONG) Greenpeace, o ser humano utiliza mais do que a Terra é capaz de produzir. Esta pesquisa revala o exagero na utilização dos produtos do meio ambiente, algo que pode levar a problemas, como o aumento do efeito estufa e a extinção de espécies de seres vivos. Dessa forma, é imprescindível diminuir o dado revelado pela ONG.

Portanto, é indubitável atuar sobre a problemática. Assim, compete ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima criar um plano nacional de educação ambiental para as organizações. Tal ação ocorrerá por meio de capacitações virtuais, ministradas por especialistas no tema, sobre atitudes favoráveis à natureza e, após sua conclusão, empresas participantes receberão um selo verde e terão suas marcas divulgadas no site do governo. Deste modo, ao incentivar instituições a se tornarem cada vez mais sustentáveis, será possível que a sociedade pautada no consumo, como aponta Bauman, degrade cada vez menos o ecossistema.