O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 02/09/2019

Na sociedade contemporânea, mesmo com toda a tecnologia disponível, – para aqueles que possuem a chance de tê-la – persiste um problema à margem da atenção da maior parte do povo: o desaparecimento de pessoas. Sejam crianças, adultos ou idosos, a adversidade que atingiu mais de 780 mil indivíduos entre 2007 e 2017 segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha precisa ser combatida em nível mundial.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que, no Brasil, há um histórico de negligência do Estado quanto aos desaparecidos. Períodos ditatoriais como em 1964 e Era Vargas deixaram o legado de pessoas desaparecidas que até hoje não foram encontradas, como ilustrou a vencedora do desfile de carnaval carioca Mangueira, a qual em um dos carros alegóricos, levou uma mãe que até hoje não descobriu o que aconteceu com o filho.

Paralelo a isso, a falta de medidas no mundo contra a problemática abre espaço para o desaparecimento através do tráfico de pessoas, sexual e de órgãos. É comum que mulheres, enganadas com a falsa promessa de emprego, acabem indo para o exterior e sendo escravizadas sexualmente, ou indivíduos, geralmente mais pobres, se iludam com propostas de trabalho e virem escravos, isso quando não perdem seus órgãos e suas vidas.

Urge, portanto, a necessidade de medidas eficazes que possam diminuir esse problema antigo. É necessário que, no Brasil, o Ministério da Justiça junto ao da Ciência, Tecnologia e Comunicações deem mais visibilidade àqueles que desapareceram, seja por parceria com jornais e principais mídias, seja com política de incentivo a denúncia de suspeitos e punições coerentes. Não só isso, em âmbito internacional, os países devem se articular para que confiram se os que chegam em seu país estão realmente tendo uma vida digna, por meio de postos de atendimento obrigatórios nos primeiros meses que confira o estado real dos imigrantes. Desse modo, o problema tornar-se-ia menor e todos teriam uma vida mais segura e justa.