O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 25/10/2019

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância. No entanto, a desaparição repentina dos cidadãos, faz com que os mesmos sejam esquecidos pelas autoridades. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de políticas públicas quanto do perfil negligente da sociedade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a permanência dessa dispersão no corpo social deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre na prática. Devido à falta de ações das instancias, o número de pessoas perdidas aumenta consideravelmente ano após ano. De acordo com o Ministério da Justiça, a cada hora que passa, 22 pessoas desaparecem no Brasil. Quer dizer, esses são alguns casos além daqueles que não estão presentes nas estatísticas em virtude da falta de informação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a ausência de participação das comunidades como promotor do problema. Conforme o pensamento do jornalista e empresário Paul Hawken, tudo está conectado e nada pode mudar sozinho. Partindo desse pressuposto, é primordial o exercício de todas as esferas sociais para que aja mudanças na atual conjuntura. Nesse contexto, o descaso da população contribui para agravar uma situação lamentável de invisibilidade.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no grupo social. Destarte, com o intuito de mitigar a desaparição dos indivíduos, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Justiça, será revertido em programas tecnológicos por meio de sistemas que permitam uma busca mais eficiente e a atualização dos cadastros. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação promova debates e palestras nas escolas com o objetivo de informar e estimular a cooperação de todos os estudantes a fim de que a questão da desaparição seja uma causa de todos e que nenhum indivíduo seja desmemoriado.

Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, a desaparição repentina dos cidadãos, faz com que os mesmos não desfrutem desse direito universal na prática.