O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 27/10/2019
No filme “Resgate de uma vida”, o menino Joe de apenas dois anos desaparece após um momento de distração do pai, porém é encontrado são e salvo depois de algumas horas de busca. Assim como na ficção, o desaparecimento de pessoas no Brasil também é uma realidade. No entanto, devido a falta de informação da sociedade e a insuficiência de políticas públicas muitos casos não são solucionados.
Pode-se observar inúmeros motivos para o desaparecimento de pessoas, entre eles estão os voluntários, no qual o indivíduo foge do lar por desavenças familiares, uso de drogas ou abuso sexual. Convém lembrar ainda dos forçados, como sequestro para tráfico de órgãos, trabalho escravo, exploração sexual e adoção ilegal. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram mais de 82 mil casos em 2018, com uma média de 226 desaparecimentos por dia. Apesar dos números alarmantes, é um assunto pouco discutido na mídia, situação que necessita de mudança.
Outrossim, o caso da filha de Ivanise, fundadora da ONG Mães da Sé, continua sem solução mesmo depois de quase 24 anos desde o desaparecimento, como tantos outros acontecidos. Nesse contexto, fica claro o descaso dos órgãos de segurança pública e como buscas lentas e pouco eficazes dificultam que a vítima seja encontrada. Sendo assim, é indubitável a necessidade de maior atenção ao sofrimento das famílias, que ficam desamparadas sem saber o paradeiro de seu familiar.
Depreende-se que medidas são necessárias para resolver a problemática. Portanto, o Ministério da Justiça juntamente com o poder midiático devem lançar campanhas de instrução em casos de desaparecimento, mostrando como e quando registrar o boletim de ocorrência, além de investir na divulgação de pessoas desaparecidas. Ademais, é de suma importância a fiscalização das leis vigentes relacionadas ao assunto para assegurar que funcionem na prática. Desse modo, o número de casos solucionados, como o do pequeno Joe do filme, tendem a aumentar.