O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 27/10/2019

Ao analisar a questão do desaparecimento de pessoas, percebe-se que isso é um problema que afeta a vida de muitas pessoas diariamente. Isso deve ser combatido, já que gera impotência nos familiares da vítima diante da falta de informações necessárias ou precisas sobre a localização do indivíduo. Nesse sentido, dois aspectos merecem importância: ineficiência do Estado no controle de pessoas desaparecidas e tráfico de pessoas por organizações criminosas.

A Ditadura Militar ocorrida no século XX, trouxe consigo mortes e inúmeros casos de pessoas desaparecidas. Embora esses fatos datem do século passado, a realidade ainda se faz presente nos dias de hoje, visto que muitas pessoas desaparecem sem a mínima notícia do seu paradeiro e, as polícias têm, muitas vezes, negligenciado casos semelhantes provocando o dificultamento no descobrimento das vítimas. Além disso, vale destacar que, cerca de 20 mil pessoas desaparecem por ano sem deixar vestígios, segundo dados estatísticos.

Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem”, ou seja, se deixar todos se exterminam. De fato, a máxima se reflete perfeitamente nas ações de quadrilhas criminosas, que utilizam o aliciamento e o tráfico de indivíduos para fins lucrativos. Por conseguinte, as famílias passam por angústia, desespero, haja vista que não obtêm o auxílio que deveria dos órgãos de segurança na devida busca por alguém próximo e, assim sendo, não encontram solução para resolução da problemática.

Diante dos argumentos citados, torna-se claro que medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal deve, aumentar o número de policiais nas fronteiras, intensificando as fiscalizações aos meios de transporte, averiguando crianças e adolescentes que não estejam acompanhados dos responsáveis, a fim de controlar melhor a saída de pessoas e diminuir o tráfico de pessoas. Ademais, o Governo deve, por intermédio de reuniões, trocar informações com outros países.