O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 01/11/2019
Na série “Pretty Little Liars”, a trama inicia com o desaparecimento de uma das membras do grupo, Allison. Embora seja uma obra ficcional, trata-se de um assunto muito frequente no Brasil que, infelizmente, é pouco discutido: o drama de pessoas desaparecidas no Brasil. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: a ineficácia do sistema de assistência social e a impassibilidade da sociedade.
Em primeiro lugar, cabe pontuar de acordo com a coordenadora do Comitê Internacional da Cruz Vermelha - organização humanitária de amparo à cidadania - tal revés é agravado pela morosidade persistente nos órgãos de busca e assistencialismo social. Isso é gerado uma vez que os dados não são devidamente atualizados pelo Fórum de Segurança Pública, o que indica ausência de exatidão nos números coletados, além disso, os próprios entes dos desaparecidos - geralmente oriundos das classes menos abastadas - não sabem, de fato, como proceder e a quem relatar. É inadmissível, portanto, a persistência dessa anomia na nação.
Ademais, é fato que a volubilidade do corpo Nacional acentua o fato. Isso acontece porque, mediante a burocratização dos órgãos envolvidos nesta problemática, a sociedade tende a adotar a postura inerte das organizações, dado que que é quase nula a participação social no referente a Essa anemia e, por conseguinte, jaz transcorrência desse drama, obstruindo inúmeras famílias. A prova disso se revela em uma pesquisa realizada pelo Comitê Internacional Cruz Vermelha, que totalizou, em 2016 mais de 693 mil pessoas desaparecidas.
Dessa forma, fica evidente que medidas públicas devem ser formuladas para alteração do cenário vigente. Diante dos fatos supracitados, é indubitável a necessidade de medidas eficazes e peremptórias que alterem essa realidade. Logo, o Ministério de Segurança Pública -órgão governamental responsável por assegurar a segurança no tecido social - realize, mediante políticas públicas, um algoritmo especializado em atualizar os números dos ausentes, bem como efetivem projetos que visem um melhor atendimento às famílias das vítimas. Cabe, ainda, que os meios de comunicação tratem com maior afinco essa questão com a fim de amenizar a inércia populacional. Dessa forma, será possível garantir um futuro que, de fato, seja diferente do apresentado. Somente assim esse problema será erradicado, pois, conforme Gabriel O pensador “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.