O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 28/10/2019

O Tráfico Negreiro foi um processo ocorrido no período colonial brasileiro que obrigou a vinda de milhões de pessoas de seus países de origem para servirem como escravos no Brasil. Apesar da Lei Eusébio de Queirós, de 1850, corroborar para o fim do tráfico de pessoas, ele ainda faz parte do mundo moderno. Nessa ótica, cabe analisar o desaparecimento de cidadãos relacionados ao tráfico humano, o qual ocorre devido não só à rentabilidade do negócio, mas também à falta de informação, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.

Antes de tudo, é importante destacar que o tráfico de seres humanos é uma das atividades mais lucrativas do mundo. A respeito disso, segundo estudos feitos pela OMT(Organização Mundial do Trabalho), o tráfico humano movimenta cerca de 32 bilhões de dólares por ano, em que 79% das vítimas são destinadas à prostituição, em seguida ao comércio de órgãos e à exploração de trabalho escravo. Desse modo, milhares de brasileiros desaparecem devido a esse mercado: é muito comum que as vítimas sejam impedidas de se comunicar com familiares ou de se rebelar, sob forte ameaças dos traficantes.

Além disso, a falta de informação é um dos principais fatores para que tal situação continue ocorrendo no país. Quanto a essa questão, nem sempre o tráfico é feito de forma truculenta. No início,  costuma ser uma proposta de um emprego rentável em outra cidade, assim, fica mais fácil para que os cidadãos sejam atraídos, movidos por uma ilusão de vida melhor. Como exemplo disso, segundo uma reportagem do Jornal Liberal, no Pará, muitas mães ribeirinhas doam suas filhas para outras pessoas na expectativa de que elas possar melhorar sua condição. Entretanto, as ribeirinhas, mesmo menores de idade, são usadas para o mercado da prostituição, tendo que cumprir várias ordens para ter a possibilidade de falar poucos minutos com a mãe ao telefone.

Portanto, é evidente que medidas devem ser tomadas para a amenização da problemática exposta. Para isso, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, conscientizar a população sobre o tráfico e sua relação do o desaparecimento de pessoas. Nessa âmbito, ele deve fazer isso por meio de agentes governamentais que devem ir pessoalmente às comunidades ribeirinhas e orientar as mães sobre propostas duvidosas. Outrossim, necessita-se que ele crie campanhas publicitárias que orientem o interlocutor urbano com informações sobre como evitar ser iludido por traficantes e como fazer uma denúncia caso isso ocorra . Com essas medidas, espera-se que, assim como ocorreu na promulgação da Lei Eusébio de Queirós, esse comércio ilícito diminua.