O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 31/10/2019

No filme da Disney, Procurando Nemo, acompanha-se a busca incessante de um pai cujo filho está desaparecido. Fora da ficção, o medo e a incerteza da perda de um familiar é realidade na vida de muitos brasileiros. Segundo o Ministério da Justiça, a cada hora que passa oito pessoas desaparecem no país. Dados tão alarmantes requerem atenção especial tanto do Governo Federal quanto da população, pois são necessárias políticas públicas mais efetivas durante o processo de procura e medidas educativas de prevenção de novos casos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Antes de tudo, é evidente que a mídia e as redes sociais possuem um alcance que pode ser determinante para um resultado positivo na busca. Entretanto, para que a divulgação de casos de desaparecimento realmente ocorra, é preciso uma parceria com o Ministério da Justiça para confiar que esses meios possuem o melhor retorno, e apresentá-los à sociedade. Para exemplificar, em 2017, foi lançado pela Rede Amazônica o aplicativo “Tô na rede”, com o objetivo de compartilhar imagens e pistas de crianças e adolescentes desaparecidos, mas ele foi pouco difundido e, assim, não pôde suprir as expectativas.

Convém ressaltar, ademais, que é preciso educar a população, especialmente pais de crianças, para precaução do desaparecimento. De acordo com Immanuel Kant, é no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Desse modo, os responsáveis pelo menor precisam ter esse risco em mente e dobrar a atenção em locais públicos e lotados, assim como devem passar para as crianças uma conduta esquiva em relação à estranhos, pois os índices assustadores de pessoas perdidas só diminuirão quando atitudes preventivas forem tomadas.

Fica claro, portanto, que para lidar com o drama dos desaparecidos no Brasil é necessário utilizar meios de busca mais eficientes e capacitar à sociedade para evitar que eles ocorram. Desinente disso, o Ministério da Justiça deve criar um aplicativo oficial, que garanta o registro de novos casos, e principalmente, o acompanhamento das buscas com espaços para que a população compartilhe informações relevantes para o caso. Além disso, em parceria com canais de televisão, pode propagar a utilização dele e espalhar campanhas publicitárias que promovam a conscientização das famílias, permitindo que as ocorrências diminuam. Para que, assim, os familiares de pessoas desaparecidas possam ter seu final feliz, como o pai do Nemo quando encontrou-o.