O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 31/10/2019
No livro “Utopia”, de Thomas More, é criado um local onde inexiste problemas sociais e todos cidadãos têm sua segurança devidamente garantida. Na realidade brasileira, entretanto, o grande número de pessoas desaparecidas ainda é um drama recorrente, não só em razão da falta de legislação rigorosa, como também pela fiscalização ineficaz dos documentos em ambientes públicos. Sob esse aspecto, é imprescindível o debate acerca de possíveis medidas para atenuá-los.
Mormente, a escassez legislativa, infelizmente, corrobora o sequestro de crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com o Ministério da Justiça, apenas o Paraná possui delegacia especializada em rapto de menores, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas -SICRIDE-, o que denota certa negligência governamental a essa problemática. Por isso, é inadmissível que em um país, oficialmente democrático, não haja formas igualitárias de combate ao desaparecimento de pessoas.
Em segunda análise, a fragilidade na verificação documental em portos, aeroportos e rodoviárias agrava bastante o entrave. Visto que, segundo o relatório Situação Mundial da Infância, cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo são vítimas de tráficos para trabalhos forçados ou exploração sexual. Isso ocorre, muitas vezes, em decorrência da facilidade que os criminosos têm de enganarem os fiscais. Portanto, medidas urgentes devem ser tomadas com o intuito de corrigir tal impasse.
Diante disso, o Poder Legislativo precisa reduzir significativamente o número de pessoas desaparecidas no Brasil, por meio da implementação de órgãos como o SICRIDE em todos estados nacionais, com investimento adequado, ótimas condições infraestruturais e maior fiscalização de documentos em lugares providos de grande trânsito de indivíduos, a fim de garantir o bem-estar e a segurança familiar. Com isso, nos aproximaremos socialmente do local idealizado por More.