O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 29/10/2019
Cadê?
O filme “Procurando Nemo” mostra a problemática vivida por Marlin, um pexe que procura pelo seu filho que foi à escola e desapareceu. Com a ajuda de seus amigos e desconhecidos eles se reencontram. Fora da ficção, observa-se que a vulnerabilidade infanto-juvenil associada com a falta de manutenção dos programas de segurança corroboram para elevar os índices de desaparecimento de crianças no Brasil. Essa realidade contribui um desafio a ser resolvido não apenas pelo poder público, mas também pela sociedade.
Desse modo, faz-se pertinente analisar a importância do Estado no âmbito social. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, a intervenção estatal é necessária para proteger os cidadãos de maneira eficaz. Nesse sentido, verifica-se que a interferência governamental não é competente, pois, o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente define esses jovens como vulneráveis, ou seja, reconhece que são mais suscetíveis a serem lesados.
Ademais, observa-se que o cadastro de pessoas desaparecidas é de fundamental relevância no auxílio de buscas de cidadãos. Porém, apesar de importante, os registro apresentam falhas, como: informações desatualizadas e carência de contribuição por parte da população, que inviabiliza sua eficácia, contribuindo no aumento de desaparecidos. Conforme dados do Ministério de Justiça e Segurança Pública (MJSP), cerca de 40 mil crianças desaparecem a cada ano.
Urge, portanto, que o Governo Federal trabalhe em parceria com a sociedade para sanar o quadro atual. Assim, cabe ao MJSP, criar departamentos em locais onde há maior número de casos, estes deverão ser especializados em desaparecimento, por meio da polícia militar e civil a fim de coletar dados e procurar os jovens desaparecidos. Também, é mister que a população informe de forma verídica acerca do paradeiro de alguém que sumiu. A partir dos resultados, será possível diminuir o problema e aumentar as chances de encontrar um familiar, como aconteceu com o Merlim de
" Procurando Nemo".