O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 29/10/2019
Em “O Quinze”, da modernista Raquel de Queiroz, o filho de Chico Bento desaparece sem deixar notícias durante uma viagem da família para o Ceará. Sob tal ótica, faz-se profícuo observar que esse cenário transcende a arte, uma vez que na sociedade contemporânea, sobretudo no Brasil, cresce exponencialmente o número de indivíduos que desaparecem diariamente. Nesse sentido, tal impasse oriunda-se ora pelo descaso das políticas públicas, ora pela negligencia de campanhas sociais. Convém ressaltar, em primeira análise, que esse entrave provém da ineficiência de políticas públicas, inerentes à sociedade brasileira, que deveriam assegurem o bem-estar da população e, consequentemente, intervir na busca os desaparecidos. De maneira análoga, a Constituição Federal de 1988 prevê que os cidadãos são dotados de direitos, a exemplo, a segurança. Logo, é inadmissível que em um pais signatário da Declaração dos Direitos Humanos os casos de desaparecimentos sejam tão recorrentes e “esquecidos” pelo Ministério da Segurança.
Outrossim, é indubitável mencionar que a ausência de campanhas, assim como debates e discussões sobre o desaparecimento, no poder midiático é um agente fomentador desse quadro deletério. Conforme o G1 notícias, 8 pessoas desaparecem a cada uma hora, haja que esses indivíduos podem estar vulneráveis a crimes, como doação de órgãos, trabalho escravo ou a violência. Com efeito, é inaceitável a negligência de campanhas publicitárias que critiquem a inércia de ações que busquem o paradeiro dos desaparecidos.
Depreende-se, portanto, a necessidade e medidas que atenuam essa problemática social. Para tanto, o Ministério da Segurança deve investir na reformulação das políticas públicas já existentes, por meio da capacitação de profissionais que trabalhem na busca por desaparecidas, com a adesão de cursos gratuitos que utilizem a tecnologia para descobrir a localização. Espera-se, com isso, minimizar o número exorbitante de pessoas que desaparecem similarmente ao personagem do livro da Raquel de Queiroz. Assim, garantir-se-á uma sociedade hodierna com uma segurança eficaz.