O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 30/10/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à liberdade, à segurança e ao bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário com relação aos meios para combater o drama das pessoas desaparecidas. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da impunidade aos fraudadores, da negligência governamental, e seus impactos sociais.
Em primeiro plano, é preciso se atentar com relação à ausência de punição aos traficantes de indivíduos, presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência da insegurança coletiva, no que tange a falta de investigação e condenação legal aos culpados pelos sofrimentos que causou aos familiares, impedindo caminhos que levam à solução do problema.
Além disso, o descaso do governo em dar melhorias para os cidadãos encontra terra fértil no individualismo, e na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós - modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Visto que, há como principal efeito à falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi o aumento desenfreado de casos de sumiço de indivíduos que buscam na inocência por melhores condições de vida, o que funciona como um forte empecilho para a sua resolução.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar essa problemática. Para que isso ocorra, urge ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, e o Ministério da Segurança, deve ministrar palestras em escolas, para alunos nas instituições, e também para a comunidade, por meio de entrevistas com vítimas do problema bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webs conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os impactos e consequências negativas que surgirão ao acreditar em golpistas, e assim atingir um público maior com estratégias de prevenção e ajuda as pessoas afetadas. Também, criar projetos para proporcionar melhor satisfação e dignidade humana aos menos favorecidos, Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, como constatou Hannah Arendt “A pluralidade é a lei da Terra”. Dessa forma, o Brasil poderá combater essa injustiça.