O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 31/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, prevê o direito à liberdade, segurança e se coloca contrária a qualquer tipo de escravidão. No entanto, percebe-se, no Brasil, a violação de tais preceitos, visto que se faz elevado o número de pessoas desaparecidas, as quais são raptadas e ,muitas vezes, submetidas a trabalho escravo ou até mesmo retirada de órgãos. Nesse sentido, convém analisarmos os principais aspectos dessa problemática.

Primeiramente, cabe expor que o desaparecimento de pessoas, em sua grande maioria, está relacionado com o uso delas para alguma ação forçada. No Período Colonial esta prática era utilizada havendo a captura de diversos indígenas para o trabalho escravo. De forma análoga, atualmente, nota-se a perpetuação deste horrível comportamento, no qual as pessoas são vistas como um objeto e, infelizmente, sofrem diversas atrocidades ao serem submetidas ao trabalho forçado.

Somado a isso, vale ressaltar que o sumiço de indivíduos também pode ocorrer devido o tráfico de órgãos existente em nosso país. Sob este aspecto, percebe-se elevada negligência governamental com o asseguramento dos direitos humanos, uma vez que todo ano certas pessoas perdem sua liberdade, segurança e saúde ao terem partes do seu corpo retiradas. Desse modo, é alarmante que em um país consignatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mantenha-se tão alto os casos de tais práticas.

É necessária, portanto, a atenção do Governo Federal para os elevados índices de desaparecimento de pessoas. O Estado deve promover políticas públicas efetivas que possibilitam encontrar estes indivíduos, por meio de constantes atualizações no registro de pessoas desaparecidas, com acompanhamento dos casos do início ao fim e monitoramento dos locais de maiores riscos. Espera-se, com isso, melhorar o sistema de busca de cidadãos sumidos, de maneira a proporcionar diminuição nestes casos e garantir os direitos humanos a todos os brasileiros.