O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 01/11/2019

No jogo computacional “Super Mário” o herói protagonista usa de diversas ferramentas para resgatar uma princesa desaparecida que deseja voltar ao seu lar. Atualmente, graças a falhas no sistema educacional e a ineficiência das políticas públicas de ajuda quanto ao desaparecimento, diversas pessoas passam pelo mesmo drama da jovem majestade desaparecida do jogo. Entretanto, nem todas as vítimas possuem um herói com ferramentas essências para pôr fim a essa situação. De fato, isso precisa mudar.

Primeiramente, segundo Emanuel Kant, filosofo moderno, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Factualmente, ao estudar a perspectiva desse pensador, tem-se que a educação é crucial para definir as posturas de uma sociedade. Não só, um agravante do número de desaparecidos é a falta de ciência da sociedade perante as posturas que devem ser tomadas assim que uma pessoa sumir. Sem dúvidas, isso é uma falha educacional, uma vez que a escola é quem deveria dar instrução a população de como proceder nessas situações. Por exemplo, uma prova dessa desinformação popular é o fato de diversas pessoas, baseadas no senso comum, acreditarem no mito de que só se deve procurar um centro policial 24 horas após o sumiço da vítima. Decerto, atitudes como essa atrasam o trabalho da segurança pública e precisam ser tratadas no âmbito educacional.

Outrossim, segundo o sociólogo Foucault, no livro “Microfísica do poder”, cada parte do poder estatal deve promover medidas eficientes para a homeostase do Estado. Contudo, é fato que a eficiência de alguns programas governamentais, como as medidas da SSP (secretaria de segurança pública) perante ao desaparecimento de pessoas, deixam a desejar. Indubitavelmente a prova disso é necessidade de a família fazer o cadastro de um desaparecido no ambiente legislativo da secretaria ante de informações serem emitidas para os postos policiais de fronteira, tanto nacionais como internacionais. Não só, a necessidade dessa medida atrasa as buscas que poderiam ser feitas de formas mais eficientes. Decerto, isso demonstra uma fragilidade absurda do estado.

Por fim, analogamente ao Super Mario, tem-se que o poder público deve ser o herói e usar ferramentas para encontrar os desaparecidos. Factualmente, essa ajuda deve ser feita por meio o Ministério da Educação, que deve designar parte da verba tributária para palestras nas escolas, para todos os alunos, ministradas por professores de sociologia, que ensinem os alunos, a como proceder diante dessas situações. Além disso, do Ministério da Justiça, que deve propor o fim da necessidade do cadastro antes da procura, por meio de uma emenda constitucional, que deve ser proposta ao Senado, sobre o argumento de garantir uma maior eficiência no sistema de segurança pública.