O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 01/11/2019
‘‘No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho’’. De maneira análoga ao trecho do poema do icônico escritor Carlos Drummond de Andrade, evidencia-se os obstáculos que permeiam a atenuação do desaparecimento de pessoas no Brasil contemporâneo. Isto é, a ausência de conscientização e a facilidade dos raptores em enganar as crianças evidenciam-se como fatores dificultadores do processo.
Em primeiro lugar, é importante destacar a diminuta conscientização acerca da problemática. De maneira análoga, tem-se os filósofos alemães da Escola de Frankfurt, esses ressaltam a horrenda influência do poder midiático sob o pensamento crítico. Logo, torna-se indispensável a ação das mídias sociais para a redução do desaparecimento de pessoas no país verde e amarelo.
Em segundo lugar, ao abordar a fácil ação por parte dos raptores - os que apresentam como alvo crianças - exemplifica-se com o pensamento do lendário filósofo John Locke. Em outras palavras, o intelectual afirma que a mente humana é uma tábula rasa, na qual, ao passar dos anos, consolidam-se os conhecimentos acerca do mundo. Logo, a inocência infantil é usada de forma maléfica para o aumento da problemática.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação e Cultura crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias em redes sociais e em redes televisivas que abordem a importância do combate e cuidado acerca do problema que assola o Brasil hodierno. Dessa forma, a pedra no meio do caminho será arremessada longinquamente.